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Fiesc quer terceiras faixas na BR-282

ESTUDO FOI APRESENTADO E SENADOR DÁRIO GARANTE DIÁLOGO COM MINISTRO SOBRE O ASSUNTO

Não ficou sem resposta, posicionamento e nem articulação do Senador Dário Berger (MDB), a questão da audiência pública articulada pelo Procurador da República, Nazareno Wolff, que tratou sobre o trecho Lages a Florianópolis da BR-282. Através da assessoria, Berger confirmou que já solicitou audiência com o Ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura do Governo Bolsonaro). Citou que o assunto voltou à pauta na reunião da Fiesc, quando do lançamento do projeto BR-282 + Segura e Eficiente. Um estudo da referida federação estima em R$ 192,9 milhões necessários para implantar 68,9 km de terceiras faixas em locais onde ocorrem ultrapassagens mais perigosas; readequações em interseções; relocações de sarjetas de drenagens e reforço da sinalização.

Ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) neste registro com o Senador Dário ao fundo, deve receber lideranças catarinenses para discutir a pauta da BR-282 no trecho Lages à Capital

SOLUÇÃO A CURTO PRAZO

Conforme já havia manifestado na audiência pública, o senador Dário Berger reiterou que a solução é viabilizar primeiramente os recursos necessários para implantar as faixas adicionais nos pontos mais críticos da rodovia onde ocorre a maioria dos acidentes. “A duplicação da BR-282 é o ideal, mas precisamos ser realistas de que em curto prazo isso é inviável pela falta de recursos alegada pelo governo neste momento”.

AINDA SEGUNDO DÁRIO…

“A população catarinense exige que algo seja feito para ‘ontem’, especialmente no trecho de Lages a Florianópolis. Por isso, precisamos lutar para tirar do papel a terceira-faixa que já consta no projeto do DNIT e depende de menos recursos. É viável e possível iniciar ainda este ano. Vai tornar a rodovia mais segura e contribuirá para a futura e sonhada duplicação. Precisamos iniciar por etapas. Foi assim que consegui o dinheiro para executar a terceira faixa da Via Expressa na entrada de Florianópolis em 2018 e vamos conseguir agora para esse trecho”.

O ESTUDO DA FIESC

Projetos de engenharia rodoviária mostram que duplicar o trecho da rodovia que vai de Lages a Florianópolis tem custos elevados para execução das obras, principalmente em função do relevo. Contudo, a análise da Fiesc sugere medidas pontuais, em trechos mais críticos, que no curto prazo podem melhorar muito a segurança e a fluidez da rodovia, como também propõe o senador Dário. Comparadas às obras de duplicação, as faixas adicionais são melhorias de baixo custo e menor impacto ambiental, mas que aumentam a qualidade do serviço ao usuário.

PALHOÇA A ALFREDO WAGNER

A análise da Federação, realizada pelo engenheiro Ricardo Saporiti, mostra que os investimentos estimados – numa etapa inicial nos segmentos prioritários, entre Santo Amaro da Imperatriz e Alfredo Wagner, cujas terceiras faixas já estão projetadas -, é de aproximadamente R$ 46 milhões. Eles reduzirão substancialmente o elevado índice de acidentes, assim como os custos operacionais aos usuários da rodovia. Numa etapa seguinte, podem ser incluídos os projetos executivos e a execução dos demais segmentos (aproximadamente 52,5 km), com investimentos estimados em R$147 milhões.  

Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc, e o estudo detalhado sobre a necessidade de intervenções na BR-282 para torná-la mais segura e eficiente para o escoamento da produção

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