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Flexibilização: Opinião sobre ações em SC

Internauta Fábio da Silva gravou vídeo com ponderações relacionadas à pandemia em Santa Catarina. Conteúdo que puxamos em texto aqui pela pertinência das observações. Ele diz que:

“Lamento, mas o governador estava correto com sua política de isolamento social e, infelizmente, cedeu à pressão de empresários. Agora é aguardar o descontrole. Não estamos discutindo se o sistema irá colapsar ou não, mas sim quando irá colapsar. Moisés, desta vez, agiu politicamente. E lavou suas mãos com o empresariado. A conta vai chegar, e espero que fique com Fiesc, Facisc, Fecomércio e outros’.

APONTA AINDA

“O Brasil teve o ‘privilégio’ de assistir a expansão do coronavírus em China, Itália, Irã, França, Reino Unido, EUA e outros países antes da doença assolar nosso território. Mesmo com essa significativa vantagem temporal, não soubemos aproveitar o tempo para preparar o sistema de saúde. Faltam EPIs para a equipe médica da linha de frente, testes para avaliação dos possíveis contaminados e leitos de UTI para casos mais graves”.

E AGORA?

“A política será de isolamento vertical? Seguiremos o exemplo do Japão, que hoje já abandonou esta prática? Ou da Coreia do Sul, que pratica a testagem em massa mas que em um dia divulga que mais de 200 pessoas que estavam curadas voltaram a positivar um teste, evidenciando a alta ineficiência dos testes rápidos (falso-positivo e falso-negativo)? Faremos os testes de RNA ou de avaliação de anticorpos? O que faremos com os negativos? Voltam ao trabalho? Quando serão testados novamente, dado o elevado índice de falso-negativos? E os positivos, ficam isolados em casa com os negativados? Não é difícil de entender o súbito aumento de casos no Japão, que praticava o isolamento vertical”.

POR FIM

“Infelizmente caminhamos na contramão do mundo inteiro. E isto me deixa angustiado. O que falta para o Brasil mudar sua posição? Precisamos realmente de um banho de sangue, mesmo tendo dezenas de exemplos no mundo, até mesmo na América do Sul (Manaus)? Uma das pregações do governo federal é o uso de cloroquina nos contaminados. Pois bem, os EUA simplesmente já abandonaram o discurso da hidroxicloroquina, dado o fracasso dos testes com militares da reserva do país. Mas, infelizmente, e novamente, vamos na contramão também dos EUA (que adota o isolamento horizontal e constatou a ineficiência da cloroquina). Agora, nos resta aguardar o colapso do Estado e da República. O discurso será que o vírus é potente, como é no mundo todo, e não estávamos preparados. Mas será que não estávamos preparados ou não quisemos nos preparar?”

O teor desse posicionamento Fábio Silva também compartilhou em forma de vídeo no facebook com uma visão que merece ser considerada nesse consumo permanente de informações sobre a Covid-19

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4 comentários para: “Flexibilização: Opinião sobre ações em SC”

  1. Ficar em casa parece a melhor alternativa, se não única. Um país com o sistema de saúde pública precário até para problemas simples, imagine para uma pandemia. Mas acho que faltou na análise do problema uma sugestão para resolvê-lo. Não sei qual a profissão do Fábio a minha é empresária, se eu não manter minhas portas abertas o dinheiro não entra, não circula, vou demitir, não vou pagar as contas, impostos, vou falir, sei lá. Vejo que os únicos que por enquanto não estão sendo afetados são os funcionários públicos. Mas daqui a pouco a falta de movimentação da economia vai refletir na arrecadação de impostos e estados e prefeituras vão falir também. Por quanto tempo devemos ficar em casa? O vírus é uma realidade, nos isolarmos só faz postegar o problema.

  2. Errado; em tudo.
    Primeiro, vamos se ater aos números, números.
    Ciência ciência ciência; nada foi levado em conta.
    O que temos hj? Só “chutanento”.

  3. Concordo com as colocações dele, mas faço duas ressalvas: essas entidades industriais e comerciais não ficarão com conta alguma. No máximo, irão colocar notas em seus sites dizendo que lamentam as mortes e que fizeram tudo com a melhor das intenções, garantir emprego, dinheiro na conta dos empresários, etc. Outra ressalva: a culpa não é só do governo ou dos empresários; durante o pico da quarentena, quando tive que ir na farmácia buscar remédio, não havia vaga para estacionar no centro de Lages. Famílias inteiras passeando como se nada houvesse de errado. No litoral, praias lotadas! E temos outros vários exemplos disso. O povo brasileiro não adotou a quarentena, não acreditou nesse vírus. Ainda hoje, no centro, novamente indo à farmácia, ouvi um senhor de idade dizendo que esse vírus é intriga da oposição e que ninguém que ele conhece morreu. Ou seja, a culpa também é do povo. Agora, se é uma gripezinha ou se haverá uma mortandade de gente, só o tempo dirá.

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