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Reposição: Militarem pressionam Moisés

Não por causa de sua política salarial, mas também por causa dela, governador Carlos Moisés é alvo nesta quinta-feira, 30, da primeira grande mobilização e protesto contra sua gestão. Somente de Lages a previsão é de que quatro ônibus levando cerca de 150 policiais militares da reserva e de outras forças de segurança estaduais, cruzariam as pontes para engrossar o ato promovido pela APRASC.

O QUE PEDEM OS MILITARES?

Reposição salarial. Basicamente o que a categoria tenta é sensibilizar o governo Carlos Moisés e sua equipe da necessidade da reposição da inflação que não acontece faz seis anos. Suplente de vereador, Sargento Sobrinho, um dos mobilizadores em Lages, aponta que a defasagem da categoria nessa meia dúzia de anos chega a 40%. “Pense na perda do poder de compra que um vencimento sofre sem reposição”.

Sobrinho que atuou como vereador ano passado é um dos mobilizadores na Serra Catarinense na busca da reposição para a categoria

TRÊS GOVERNADORES EM FALTA

Como são seis anos sem a reposição aos vencimentos de policiais da ativa e, por tabela, da reserva, essa conta vem desde o governo Colombo. Pinho Moreira que se tornou governador em 2018 seguiu não cumprindo e agora o primeiro ano de Carlos Moisés seguiu sem nenhum vintém de reposição.

ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

A equipe de Carlos Moisés não pode – e nem vai – atender os militares de forma isolada. Precisaria tratar com isonomia as outras categorias, concedendo a reposição a todos. Há ainda um contraponto nos bastidores que, mesmo defasados os vencimentos, o chamado aumento vegetativo da folha, faz com que os militares não ganhem mal.

É QUE…

Naquela lista de nomes de altos salários no Estado dentro do funcionalismo, um integrante da categoria que ao entrar para reserva remunerada, com atividades em Lages, recebia entre salário e vantagens, próximo a R$ 50.000,00 mensais. Claro que é um direito inconteste que a carreira tenha permitido chegar a isso. Mas a penúria maior é mesmo entre os praças da PM. Mas como não dá para dar reposição a alguns e não a outros, o Estado fica de mãos amarradas!

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