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Geada de Chumbo: Militarismo em Lages

LONGAMETRAGEM RESGATA FRAGMENTOS DA HISTÓRIA VIVENCIADA EM LAGES DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

Como foi o Regime Militar Brasileiro em Lages? Passagens, fatos e relatos de quem protagonizou ou foi coadjuvante de situações vivenciadas entre 1964 e 1965. É isso que está sendo retrato na obra Geada de Chumbo com estreia neste sábado, 17 de abril.

Parte do cartaz que apresenta a obra que se constitui um longametragem produzido pela Coração Delator Filmes

MOSTRA CURTA LAGES

A exibição integra a VI Mostra Curta Lages que acontece até este domingo, 18. Após a sessão, que será realizada pelo site calcoletivo.com.br, haverá um bate-papo com os diretores.

TRECHO DA SINOPSE

A obra aborda o Regime Militar Brasileiro na cidade de Lages. Os fatos relacionados ao período de 1964 a 1985 são descritos a partir de entrevistas com pessoas que viveram o período e foram, de alguma forma, impactadas pela censura e repressão. Também integram o documentário familiares de
presos políticos em 1964. A partir da pesquisa que possibilitou esse trabalho, são revelados acontecimentos importantes da história de Lages que não são de conhecimento público.

O intuito é mostrar que Lages presenciou e foi afetada pelos fatos de 1964, e durante todo o período ditatorial. Além das entrevistas, documentos embasam a pesquisa histórica.

SERVIÇO

Obra da Coração Delator Filmes

Direção: Suzane Faita, Jary Carneiro Jr. e Armin Reichert

Roteiro: Armin Reichert e Suzane Faita

Direção Executiva: Armin D. Reichert

Edição/Montagem: Lucas Reichert

Pesquisa: Suzane Faita

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1 comentário para: “Geada de Chumbo: Militarismo em Lages”

  1. Há muitas falácias sobre esse período da história do Brasil. Uma é a das grandes obras e o progresso que no Brasil havia. Reflita comigo, se até hoje temos uma estrutura precária e corrompida de estado, imagina em uma época onde se censuravam denúncias e se torturavam pessoas.

    Um exemplo local e que com certeza foi responsável por apaziguar o desenvolvimento econômico da nossa região:

    A BR-282 que foi construída em cima de um caminho usado por tropeiros que antes ainda era trecho dos indígenas, ficou até o segundo mandato do governo Lula 2006 – 2010, com trechos não pavimentados. Inclusive para se chegar no Salto antes dessa época, era preciso se andar um bom trecho na estrada embarreada, contornando os atoleiros.

    Veja bem, a ditadura durou 21 anos e se preocupou em direcionar recursos e tempo para construir obras como a Transamazônica, com grande impacto ambiental e alta espoliação dos direitos indígenas, ao passo que negligenciou áreas produtivas e já ocupadas no Brasil.

    A ditadura militar de extrema direita que aconteceu no brasil é uma prova que mesmo quando se apela ao nacionalismo, às pessoas de bem e família, a religião ainda sim temos uma estrutura de estado que massacra e explora classes baixas e médias.

    Aliás esses são instrumentos que vem sendo utilizados até hoje. Há muito estudo, psicologia por trás desses projetos. Somado isso ao abismo estrutural no Brasil, com milhares de pessoas miseráveis, educação e moradia precárias, torna fácil a manipulação das pessoas por mentiras e irracionalidades.

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