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Serra: Geada negra e perdas de até 90%

A PREVISÃO PODE MUDAR (E A GENTE TORCE PARA ISSO). MAS O RELATO DO METEOROLOGISTA RONALDO COUTINHO É DEVERAS PREOCUPANTE

Nas redes sociais os incrédulos já se posicionam tratando a previsão de frio para a semana que vem como fake news ou invenção para atrair turistas. Mas há uma crença extrema no trabalho profissional do meteorologista Ronaldo Coutinho que, via de regra, tem feito leituras precisas das condições do tempo na Serra Catarinense. Inclusive porque ele presta consultoria meteorológica para empresas e produtores rurais, vindo de seu trabalho, ações para prevenir perdas.

O QUE TEMOS DE PREVISÃO

Ronaldo Coutinho, via empresa Climaterra, reforça as informações sobre o que temos para a semana que vem. Aquilo anunciado, observe-se, pretende ajudar produtores na prevenção às perdas, especialmente de pomares de maçã e outras cultivares. Eis o que relata Coutinho:

‘DESASTRE’ – “É um verdadeiro desastre essa massa polar que está vindo. Vamos ter temperatura negativa já no dia primeiro, dias 02 e 03 e, talvez, dia 04 (de novembro). Algumas áreas de lavoura e pomar podem chegar de 3 a 5 graus abaixo de zero ali pelo dia 02 ou 03. Continua dando até neve em alguns modelos. Então é a maior onda de frio aqui na nossa região desde a abertura da Estação (meteorológica) em 1955”.

PERDAS – “Os mais suaves se constituem em um prejuízo de 40% a 60%. O mais agressivo indica um prejuízo de 80% a 90% da safra. Mas todos eles (quadros indicativos de baixa temperatura) são extremamente violentos. Todos eles vão quebrar recorde para novembro em diversas cidades do Brasil”.

MAIS PERDAS – “O que me impressiona é a constância. Faz seis ou sete dia que eles (os quadros indicativos) estão mantendo isso, rodada pós rodada (levantamento alternado que é feito sobre a tendência meteorológica) (…). Até agora, o prejuízo na maçã eu calculo de 40 a 60% pra cima”.

GEADA NEGRA – “Vai ter primeiro geada negra, que nós vamos ter ou neve ou chuva congelada com vento e temperaturas próximas de zero a negativas de 1.300 pra cima (altitude). E depois geada severa nos dias 02, 03 e 04 de novembro (…). Essa onda de frio ela seria equivalente a uma onda de frio que se repita a cada 100 ou 200 anos, mais ou menos. Não tem histórico nenhum de um frio desses”.

A geada comum, na foto, ela é administrável na maioria das situações. O problema está na chamada geada negra que queima a vegetação, afetando sobremaneira a produção agrícola, especialmente em pomares de maçã situações em altitude superior a 1.000 metros.

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