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Jorginho e a herança de R$ 2,8 bilhões

GOVERNADOR APRESENTA DADOS FINANCEIROS DO ESTADO E EVIDENCIA EM NÚMEROS A POLÍTICA MUNICIPALISTA DO ANTECESSOR MOISÉS

“Estamos expondo os números à sociedade com total transparência e muito critério. O assunto é sério e precisa ser discutido. Minha grande preocupação é honrar todos os compromissos do Estado e reorganizar as contas, mas tendo em mente que temos que cuidar das pessoas, zerar a fila de cirurgias, garantir a universidade gratuita e realizar as obras de infraestrutura”.

Acompanhado da vice-governadora e dos secretários da Fazenda Cleverson Siewert (direita) e João Debiasi (Comunicação), governador Jorginho Mello expôs, conforme a declaração acima, o propósito da coletiva à imprensa com os números financeiros de Santa Catarina.

O governador exteriorizou os números que, em linhas gerais, exigirão R$ 2,8 bilhões extras para honrar os compromissos assumidos em anos anteriores e cumprimento da previsão orçamentária em 2023

Ao tomar conhecimento do panorama dos últimos 10 anos das contas públicas, o governador Jorginho Mello determinou o início dos estudos para a elaboração do que chamou de Pafisc, um Programa de Ajuste Fiscal de Santa Catarina.

UM DADO SOBRE ESSE PANORAMA

O levantamento de 300 páginas mostra, por exemplo, que o gasto com a folha do funcionalismo cresceu quase 124% entre 2013 e 2022, contra uma inflação de 80% no período. Em contrapartida, o número de servidores ativos aumentou cerca de 20% nesse mesmo intervalo. Ou seja, maior gasto sem um reforço significativo no contingente de pessoal, até por causa das aposentadorias no período.

NÚMEROS DA POLÍTICA MUNICIPALISTA

Ano passado, o então governador Moisés, somando todos os modelos de transferências, repassou R$ 3,2 bilhões aos municípios e entidades. Há ainda, em cima dos compromissos feitos, um valor na ordem de R$ 3,7 bilhões. Na verdade é um valor significativo, mas evidencia a política municipalista do governo anterior que Jorginho Mello declarou que quer atender ainda mais os municípios. Ou seja, a conta dos repasses, com a cautela do olhar no cofre, deve aumentar. Como atuou em banco (Besc), o governador deverá usar sua experiência em gestão financeira para equilibrar as contas.

 Secretário da Fazenda Cleverson Siewert detalhou os dados técnicos e o exercício que o governo precisa empreender para equilibrar receita, despesa e honrar compromissos

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