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Kimberly abandona Correia Pinto

NOTÍCIA LAMENTÁVEL PARA 400 COLABORADORES QUE PERDEM O EMPREGO

Com 216 unidades em 63 países, a Kimberly-Clark recolhe uma de suas unidades: aquela da linha de produção de papéis higiênicos Neve e outras marcas em Correia Pinto, na Serra Catarinense.

JUSTIFICATIVA DA EMPRESA

“A Kimberly-Clark Brazil informa que a decisão de fechar a fábrica se deve à necessidade da empresa globalmente de aumentar a eficiência e o crescimento do negócio, ao mesmo tempo em que permite investimentos em tecnologia, inovação e suas marcas. A empresa reitera que a decisão não tem relação com a pandemia da Covid-19″.

400 EMPREGADOS

Houve setores de imprensa falando em demissão de 700 empregados. É bastante gente que perde o emprego, mas não chega a esse número. Um dos dirigentes sindicais que passa a negociar nesta terça-feira, 17, os termos de desligamentos dos trabalhadores apontou que são 400 colaboradores que serão desligados da unidade de Correia Pinto. Porém, no comunicado oficial consta um contingente de 210 funcionários da planta industrial da empresa em Correia Pinto.

Foto de arquivo da gigante de Correia Pinto que sucumbe ao reposicionamento do mercado global desativando unidade em SC e reforçando a linha de produção em SP

CAMINHO DESSES PROFISSIONAIS

Embora seja mais um gesto de tentativa de amenizar o impacto da decisão, mas Kimberly-Clark informa que “será oferecido aos colaboradores um pacote de desligamento, além de materiais de suporte e treinamento para facilitar a realocação profissional. A companhia também está trabalhando para mapear oportunidades de realocação do maior número possível de funcionários para suas três outras fábricas localizadas em Mogi das Cruzes, Suzano e Camaçari, bem como seu escritório corporativo localizado em São Paulo”.

IMPACTO DA NOTÍCIA

O fechamento da Kimberly-Clark impacta muito na economia de Correia Pinto onde reside a maioria dos 400 empregados. Mas pessoas que residem em Ponte Alta e Lages também estão na lista dos colaboradores que perdem o emprego neste final de ano.

Linha mais conhecida de produtos que a Kimberly-Clark coloca no mercado

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1 comentário para: “Kimberly abandona Correia Pinto”

  1. Isso é fruto de uma política de desindustrialização que vem acontecendo no Brasil desde 2008 e ganhou grande fôlego com o ideal neoliberal dos últimos governos.

    Deixamos de diversificar nossa indústria e nossa economia para especializar em um tipo de produção: as commoddities.

    Somado a isso, a Serra possui uma péssima distribuição de renda e quem a possui, acaba não investindo na criação de novos empregos e sim na manutenção das atividades pastoris e de fruticultura tradicionais que geram pouquíssimos oportunidades e de péssima qualidade.

    A saída pra essa crise de mais de 30 anos da região, que entra governo sai governo, as promessas e apostas são as mesmas e o resultado ruim também, é investir em turismo numa visão de curto, médio e longo prazo.

    Apesar do privilégio de estar em uma região com inúmeras universidades, com a presença de instituições como sebrae e senac, até hoje ninguém se empenhou em elaborar um plano de atuação e gestão para alavancar o turismo.

    Vamos ver se o senhor reeleito vai estar aberto e suas secretarias vão se empenhar nisso visto que é ridícula a atuação no setor. Cidades com economias muito menores e com recursos humanos enxutos dão de 7×1 na atolada Lages. Lages também tem uma história muito extensa, além de rica biodiversidade e geodiversidade como o próprio nome da cidade já elucida. O que falta é vontade e pesquisa. Parece que quem entra nos cargos públicos não viaja, não se aperfeiçoa, não busca o que deu certo para replicar aqui.

    É só ver o caso das fazendas rurais que foi um modelo que surgiu na serra catarinense. Os mineiros vieram aqui, estudaram e hoje Minas Gerais é muito mais relevante nesse turismo se comparado a região. Mais uma coisa que a Serra Catarinense ficou parada no tempo.

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