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Lages: Carência não é ‘enfermaria Covid’

PROBLEMA É A FALTA DE LEITOS DE UTI COVID-19 CUJA OCUPAÇÃO VOLTOU AOS 100% E HÁ FILA DE ESPERA

“Isto é gestão, meu irmão. Se não há estrutura para optar por esta ou aquela, o jeito é fazer gestão do que temos. Não se desativa uma modalidade de leitos sem saber o que está sendo feito. Agora se tem gente que não entende, deixa quem entende que entende tentar ajudar”.

(…)

“E cobrem de quem deveria dar uma solução no todo que seria aquela estrutura (nova ala) funcionando. E não esqueça de incluir do ex-governador Raimundo ao atual Moisés na lista, inclusive a deputada de vocês e tantos outros gestores”.

O relato acima em tom de desabafo e esclarecimento se refere à desativação de 24 leitos de Enfermaria Covid-19 no Hospital Tereza Ramos para atender pacientes de internamentos clínicos, desafogando a UPA, cujo volume de busca por vaga nessa modalidade apresentou aumento.

O QUE ACONTECE?

Pode até alterar o cenário nos próximos dias, mas Lages não tem carência de espaço para internamento em enfermaria Covid-19. Quem é diagnosticado com a doença ou fica em estado grave e precisa de UTI ou permanece em isolamento domiciliar sendo medicado e superando a Covid-19. Daí que a enfermaria para esses pacientes não tem muita ocupação. Tanto que no boletim de 18 de maio há ocupação de 64% de tais espaços em Lages. E nas outras unidades da Amures (Otacílio Costa, São Joaquim, Urubici e Bom Retiro), metade dos leitos de enfermaria Covid-19 está sem ocupação.

POR CAUSA DISSO

Os 24 leitos de enfermaria Covid-19 no Tereza Ramos foram liberados para internamento clínico. E a grande falta existente continua sendo de UTI Covid-19. Tanto que no boletim da terça-feira há registro de 100% de ocupação e 4 pessoas (em estado grave) à espera de vaga de internamento intensivo.

QUANTO À COBRANÇA

SOBRE A NOVA ALA…

Nem precisa reforçar aquilo relatado sobre a falha e a falta dos gestores em resolver essa longa espera pelo funcionamento da nova ala no todo. Há muito discurso, muito anúncio, muita promessa, muita desculpa. E todos aqueles que poderiam resolver, e ainda não o fizeram, infelizmente, têm grau de culpa nessa morosidade. A história vai cobrar deles (os gestores e líderes locais) essa postura de impotência em relação a uma providência que deveria ter sido tomada com maior respeito ao lageano e serrano.

Gestores administrando o caos e a falta de espaço, enquanto essa estrutura está assim, parcialmente ocupada em Lages

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