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Lages: Chuva de 20 dias em 72 horas

CHOVEU FORA DA CURVA EM TRÊS DIAS NA CIDADE. FORAM 100 MILÍMETROS ENTRE SEGUNDA E QUARTA-FEIRA

Embora a interpretação sobre isso fique em um cantinho do noticiário secando com o sol, o fato é que as ações de desassoreamento em córregos, rios e riachos da área urbana de Lages têm dado resultado. A ampliação da caixa desses passadouros de água e a retirada de entulho, lixo e excesso de terra, retarda alagamento e consegue até conter inundações. Esse aguaceiro desde segunda-feira, caso tivesse caído em outros tempos – antes dessas ações -, criaria uma cintura de água ao redor do Centro de Lages e problemas graves decorrentes disso.

PROBLEMA HISTÓRICO

Executivo da Defesa Civil, Sargento Pacheco, naquele seu estilo militar, não se recolhe de apontar verdades sobre a situação. “Conosco se houver dados que indicam que tal local inunda, nós informamos isso. Quem está vendendo a área não gosta, mas trabalhamos com a realidade e dados técnicos”. Nesse estilo sincero, Pacheco observa que, se no passado não tivessem permitido construções em áreas alagáveis, Lages não enfrentaria problemas tão graves. “Imagina se respeitado o limite de distanciamento mínimo de rios e riacho para construir, estaríamos numa situação menos incômoda que aquilo que presenciamos”.

MUITA CHUVA

E quando a gente observa que as ações de desassoreamento deram resultados, os dados da quantidade de chuva confirmam isso. A média histórica de chuva em Lages no mês de julho não chega a 170 milímetros. Há várias plataformas especializadas que confirmam tal média histórica. Entretanto, em 72 horas (entre segunda e quarta-feira), a Defesa Civil de Lages registrou 100,8 milímetros. É tipo a chuva de 20 dias em 72 horas.

TEMPO PROJETO

“A minimização do impacto da chuva continua sendo investimentos em prevenção, como é o caso de um projeto que temos para ampliar o desassoreamento no rio Carahá. Custa cerca de R$ 3 milhões, mas minimiza os impactos de chuva fora do normal”, cita o Sargento Pacho. Ele aponta esse como um dos projetos, evidenciando que a Defesa Civil de Lages não atua apenas depois que a chuva cai. Há estudo, análise e projeto para soluções que podem reduzir o impacto de tanta chuva na vida das comunidades ribeirinhas de Lages.

Pacheco com parte da equipe e o trabalho in loco quando há excesso de chuva e foco em projetos para reduzir alagamentos na área urbana de Lages

E quando a água chega nas casas é só acionar que os guapos da Defesa Civil também chegam para ajudar quem é afetado pelo excesso de chuva

PÓS-CHUVA: OPERAÇÃO LIMPEZA

E quando a chuva baixa ficam os vestígios do excesso de água nas ruas e avenidas. A quinta-feira, 13, por exemplo, tem sido dia de muito trabalho para outra equipe. Trata-se do pessoal sob a coordenação do ex-vereador Pedro Figueiredo. Eles deixaram o trabalho de reparo e feitio de calçamento à lajota para ajudar a limpar as vias inundadas pelos 100 milímetros de chuva entre segunda e quarta-feira.

Dá uma olhada no trabalho que a equipe comandada por Pedro Figueiredo tem depois que a água da chuva vai embora das ruas e avenidas de Lages

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