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Como fica a campanha pós-debate?

DESEMPENHO DOS CANDIDATOS PODE FAZÊ-LOS REVER ESTRATÉGIAS

De caseiro durante o feriadão, saindo à rua, no supermercado, na visita aos parentes, a gente consegue medir a repercussão do debate promovido no sábado, 31, pela Clube FM. Entre aquelas pessoas alheias aos lados partidários – e que assistiram ao conteúdo – a postura de dois candidatos chamou mais atenção: Lucas Neves e Professor Ed.

DO CANDIDATO DO PSOL

Professor Ed pelos posicionamentos claros, rejeitando ser usado para atacar outros concorrentes. “Essa pergunta deve ser dirigida ao atual prefeito e não a mim”, pontuou ao ser indagado por Carmen sobre as visitas não feitas in loco por Ceron nas UBS.

Já na abertura do debate, Professor Ed foi logo colocando em dúvida o percentual de 97% de promessas da eleição passada que teriam sido cumpridas por Ceron, criticou o fato de Carmen ter protocolado um rascunho do Plano de Governo na Justiça Eleitoral e, pior que isso, teria feito Lucas Neves ao copiar da internet um Plano de Governo.

LUCAS MAIS CRÍTICO

Desempenho de Lucas Neves foi o melhor, aproveitando bem o sentido de um debate que é de criticar, expor, discordar e atacar. Não temos ideia de como está a preferência do eleitor, mas a postura mais agressiva evidencia a necessidade de convencer indecisos e consolidar aquele eleitorado seu, mas que pode mudar o voto. Até quando errou, Lucas fez certo, exteriorizando a ideia de desconstruir os oponentes. “A Lages que vejo é diferente daquela maravilha apresentada no programa de TV”, pontuou ao se referir ao conteúdo apresentado por Ceron. Parecia o Lucas dos tempos de RBSTV com o calendário na mão batendo, combatendo e cobrando.

Carmen Zanotto e Ceron foram os alvos de Lucas Neves, na boa postura dele durante o debate, inclusive, no final, não se recolhendo de se carimbar como jovem ao pedir voto e fazer referência a ele e Thiago, seu vice, como os piás.

A CAMPANHA PÓS-DEBATE

Lucas Neves deve ter percebido que aquele estilo de padre (de pastor) no horário eleitoral pode não ter dado resultados em termos de índices (embora a gente desconheça qualquer pesquisa eleitoral). E essa postura mais agressiva no debate, com resultados, em tese, positivos, pode nortear os próximos programas no horário eleitoral. São 10 dias de presença na TV e rádio para reforçar a artilharia, num embate para tentar conquistar eleitores indecisos e avançar naqueles votantes cujo voto pode migrar.

ASSIM

Dá para dizer que tivemos uma campanha no rádio e TV até agora e, nesta reta final, o conteúdo pode ser mais agressivo, combativo e questionador. Para aquele eleitor que só assiste à distância, não deixa de ser interessante. E se isso equilibrará o jogo, somente o conteúdo, o tempo e as urnas do domingo da semana que vem é que dirão!

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