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‘Lages do Futuro’ e a empregabilidade

PERFIL DO INSTAGRAM CHAMA-NOS ATENÇÃO SOBRE A INTERPRETAÇÃO DOS EMPREGOS GERADOS EM LAGES NESTE ANO

Conforme antecipamos, a partir dos dados colhidos do CAGED (braço do Ministério da Economia) que faz a tabulação da movimentação de empregos mensalmente, considerando somente carteiras assinadas (admissões e demissões), Lages fechou setembro totalizando 1.932 vagas geradas nos nove meses. Na teoria do copo meio cheio, essas quase 2 mil vagas, considerando a retomada econômica é uma imensidão. Na teoria do copo meio vazio, cidades bem menores que Lages têm desempenho bem melhor, observando que no ranking a maior cidade da Serra é apenas a 18.ª na geração de empregos.

UMA INTERPRETAÇÃO SOBRE OS DADOS

Produtor de conteúdo do perfil Lages do Amanhã no Instagram (que a gente sugere que você siga porque tem conteúdo pertinente), aponta ter conversado com gestores públicos e empresários. Desses recebeu informações que merecem divulgação. “Estão surgindo muitas oportunidades de empregos na cidade, mas por outro lado, surge um problema que parece ser característico da nova geração economicamente ativa do País”, cita ao observar unanimidade em quatro itens em relação à mão de obra local:

01 – Falta de qualificação e capacitação;

02 – Pouco interesse por aperfeiçoamento;

03 – Elevado índice de reclamatórias trabalhistas;

04 – Rejeição a empregos que exigem trabalho aos finais de semana ou horários estendidos.

SEGUE A ANÁLISE

“Hoje muitos empregos ofertados em Lages estão sendo preenchidos por pessoas de outras partes do Estado e do País. E isso acaba sendo negativo. Ao que tudo indica, vivemos a época daqueles que querem tudo com o menor esforço possível. Alguns escolhem a desocupação a se submeter a determinados horários, dias e tarefas”.

Há um sentido na análise e a gente pega a nova planta industrial da Berneck em instalação na cidade de Lages. Não havendo mão de obra qualificada local, a empresa irá buscar colaboradores em qualquer quadrante. E essa questão de qualificar profissionais é algo que já deveria ter sido intensificado e incentivado.

EM TEMPO

Dos quatro fatores citado acima, a gente só pondera sobre a ‘grande demanda de ações trabalhistas’. Há uma crença de que, com a reforma trabalhista de dias atrás, houve um freio na aventura de buscar os ‘direitos na justiça’. A razão é a necessidade desse ‘direito’ ser inconteste. Diferente do que ocorria no passado. Acredita-se inclusive que Lages está até mesmo longe do ranking das cidades com maior quantidade de ações trabalhistas. E se o empregador paga certinho, não há razão para avalanche de ações, naturalmente!

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