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Lages e o cenário pós urnas de 2020

QUEM SE CACIFOU E QUEM TERÁ DIFICULDADES ADIANTE NA POLÍTICA

Alguns entendem que é cedo para pensar em outra eleição se as cinzas daquela de domingo ainda estão quentes. Outros já fazem conjecturas, analisam vencedores e perdedores na disputa mirando o que vem pela frente em 2022. Algumas pessoas e partidos a gente analisa assim:

CARMEN ZANOTTO – Não há como retirar dela o carimbo da derrota no domingo. Mas o desempenho de Ceron no segundo mandato vai decretar o esquecimento do eleitor por não ter elegido ela, ou o arrependimento. A deputada tem cinco caminhos na eleição de 2022:

Natural: Reeleição a Federal

Possível: Concorrer a Estadual

Hipótese: Disputar ao Senado

Difícil: Vice de Jorginho Mello

Provável: Não disputar e focar 2024

RAIMUNDO COLOMBO – Embora Colombo tenha votos em Lages, a rejeição do ex-governador é espetacular na cidade. Há segmentos que onde a gente cita o nome dele já olham de atravessado. É um fenômeno estranho. Mas real. E como Colombo não quer se aposentar da política e saiba que não pode contar com aquela montoeira de votos de um colégio eleitoral pequeno que é Lages, seus rumos:

Natural: Disputar vaga a Federal

Possível: Tentar concorrer ao Governo

Hipótese: Insistir na disputa ao Senado

Difícil: Não disputar nada em 2022

MARCIUS MACHADO – O atual deputado tem dois caminhos. E embora para Marcius nada seja impossível, aqueles para 2022 são difíceis: Buscar a reeleição a Estadual ou tentar uma vaga a Federal. Ele também pode não concorrer e focar tentar ser prefeito de Lages em 2024, numa hipótese pouco provável.

LUCAS NEVES – Cacifou-se para tentar novamente uma vaga a Estadual. Agora com mais chances ainda. Mais ou menos na linha de Marcius que concorreu a prefeito em 2016 e depois emplacou em 2018. Mas precisa pensar. Se eleito Estadual, fica mais difícil vir disputar a prefeitura em 2024.

PARTIDOS LOCAIS E

PROJETOS PARA 2022 E 2024

PSD – Parte do zero para prospectar candidato a Estadual e a peleia de 2024. Não tem ninguém no horizonte credenciado nesse sentido. Talvez Polaco a Estadual se obter êxito no recurso do TSE que lhe garanta a vaga a vereador, cujos votos o credenciaram ao mandato.

MDB – Partido precisa planejar e agregar lideranças que gostaram do jogo nesta eleição. Estruturação não se faz só em ano de eleição. Os pelegos sabem disso e seguem com a melhor militância entre os partidos em Lages e na Serra.

PP – A sigla precisa combater a política do pinus (que nada cresce por perto). Tem que mirar potenciais nomes e fomentá-los. Apesar de continuar sendo o cara certo no lugar certo dentro do PP, Juliano Polese não transmite (ainda) aquela impressão de liderança, tipo ‘o novo Ranzolin’. Se bem que Ranzolin não deveria ser referência, naturalmente.

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1 comentário para: “Lages e o cenário pós urnas de 2020”

  1. Penso que para Colombo. Seria bom se a deputada Carmen tivesse obtido êxito na eleição que passou a poucos dias! Com a situação atual. Ambos disputaram votos na região. Aí correm o risco de ambos ficarem fora do jogo político.

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