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Menos ativos. Mais na fila de UTI

LAGES CHEGOU A QUASE 3 MIL COM A DOENÇA NA METADE DE MARÇO. AGORA TEM MENOS DE 1.000

Uma resposta em números à medida de enfrentamento à Covid-19 com o lockdown parcial que Lages foi submetida no período de 9 a 19 de março. Chegamos a 2.791 pessoas com a doença ativa e em isolamento, quando do início da medida de fechamento do comércio e outros serviços não essenciais.

E OS NÚMEROS DE AGORA…

Passado o período restritivo, a terça-feira, 30 de março, era de absoluta tranquilidade no Centro de Triagem. O próprio secretário Claiton Camargo de Souza mostrava as instalações do ‘Pronto Socorro da Covid-19’ totalmente vazio, sem nenhum paciente à espera para ser triado. “Aqui está o resultado das medidas adotadas”, apontou, com razão, o Secretário da Saúde.

Aqui está o número de pessoas com diagnóstico da Covid-19 e, por isso, em isolamento. São 953 pacientes. Bem menos que aqueles 2.791 infectados com a doença nos registros da metade de março

PROBLEMA SEGUE SENDO UTI:

23 PACIENTES NA FILA DO DESESPERO

Se temos essa notícia desangustiante em relação ao número de pessoas com a doença em Lages, a realidade de vagas para UTI segue perversa e preocupante. Foram quatro óbitos no intervalo de 24 horas em Lages e há mais gente na espera por leito de UTI.

Chegamos a 330 óbitos somente em Lages. E no boletim anterior eram 19 pessoas aguardando leito de UTI. Na noite de terça-feira esse número aumentou para 23 pacientes na fila do desespero

LOCKDOWN NÃO, MAS…

Esses dados positivos da redução de pessoas em isolamento a partir do lockdown, naturalmente, não é um incentivo ou concordância com as medidas extremas de restrição especialmente no comércio adotadas em Lages. Entretanto, precisamos reconhecer como salutar aquilo que foi adotado pela Prefeitura. E a forma de não retornarmos ao lockdown (que é ruim para todo mundo), só mesmo com as cautelas de enfrentamento, inclusive porque feriadão é risco de aglomeração!

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2 comentários para: “Menos ativos. Mais na fila de UTI”

  1. Edson, sobre a matéria, permita-me um destaque e três indagações:

    Parece que os resultados anunciados decorrem de maneira privilegiada em função de “[…]medida de fechamento do comércio e outros serviços não essenciais.” e “Aqui está o resultado das medidas adotadas”.

    Q1: onde está a comprovação de que os indicadores agora anunciados são decorrência dessa medida de fechamento de atividades tidas como “não essenciais?

    Q2: Será que o “vírus” escolhe não atacar pessoas que labutam e/ou que transitam em ambientes de atividades produtivas tidas como “essenciais”?

    Q3: Onde estão os indicadores que comprovam o “mal causado pelas atividades não essenciais” e o “bem atribuído às atividades tidas como essenciais”?

    Obs.: Com cautela continuo respeitando as medidas e pedindo a todos que respeitem, e aos influentes, a quem decide e aos fiscalizadores das medidas, por favor também tenham “muita cautela”, pois só assim, numa conjugação de todos os esforços venceremos os “inimigos invisíveis”.

  2. Lockdown por si só não vai reduzir internação e espera por leito de UTI.
    A tarefa de casa precisa ser feita pelo município (abrir leitos de enfermaria e focar na atenção básica, pulverizar o atendimento em UBS, usar as estruturas de pessoal e material para focar na pandemia).
    Não se trata de crítica ao Lockdown mas uma visão clara do que Chapecó fez… E Lages na contramão fica esperando doação da Klabin.
    Cômico se não fosse trágico.

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