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Lages poderá ser ‘liberada’ do piso

PREFEITURA JUDICIALIZOU O ASSUNTO E UNIÃO FOI CITADA SOBRE NÃO PAGAMENTO DO PISO DO MAGISTÉRIO

Talvez quando a comitiva lageana estiver frente a frente com o Ministro da Educação, Camilo Santana, na véspera do dia de São João, não haja mais o assunto a ser resolvido em relação ao pagamento do piso do magistério em âmbito de município.

ENTENDA A RAZÃO

Municípios brasileiros que não têm fôlego (ou interesse) de pagar os R$ 4.420,36 mensais fixados como piso nacional do magistério estão judicializando o assunto. E conseguem na justiça o direito de deixar de cumprir o ordenamento, porque, de fato, existe divergência sobre tal obrigatoriedade. E Lages segue o mesmo caminho. A prefeitura entrou com ação judicial questionando o referido pagamento. E há uma citação para que a União se manifeste a respeito, seguindo o mesmo rito onde outras prefeituras conseguiram liminar para não pagar o piso.

SIGNIFICA QUE…

Há forte tendência da prefeitura conseguir na justiça o direito de não cumprir aquilo que a categoria do magistério entende como de direito. Por tabela, o propósito dos vereadores liderados por Polaco e Freitinhas de buscar solução em Brasília vai por terra.

POLACO FALA SOBRE A

‘EXPEDIÇÃO A BRASÍLIA’

“Nós não vamos a Brasília brigar pelo piso. Nós vamos brigar por recursos. Temos 890 professores que ganham abaixo do piso – R$ 3.600,00 – e a gente quer ver se consegue recurso tanto para custeio quanto para investimento. E depois a gente vai sentar com o prefeito e ver o aspecto legal, a maneira como vamos fazer isso, para aumentarmos (o salário daqueles) 890 professores que estão abaixo do piso. Então, a gente está brigando por esse pessoal. A gente vai tentar sensibilizar o ministro para conseguir um recurso para ajudar esse pessoal que está lá embaixo”.

Polaco observa que a ideia não é a questão do piso, mas de recurso que entre nos cofres do município e se faça uma manobra legal para que tal verba permita eleger o salário daqueles que ganham menos que os R$ 4.420,36 mensais pelas 40 horas em sala de aula

PROTESTO

Porque professor não foge à luta, profissionais da educação se colocaram a frente do palco de ‘abertura’ da Festa do Pinhão (que não foi aberta ainda) no Calçadão. Com cartaz foram dar o recado da insatisfação com o prefeito em exercício, Juliano Polese. Permaneceram durante os quase 100 minutos de discursos, inclusive com vaias principalmente a Polese e ao governador Jorginho Mello.

O recado no cartaz segurado pelos profissionais da educação, na mobilização liderada pelo Simproel

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