Geral Política

Leitura externa da campanha em Lages

UM OLHAR ALÉM DAQUILO QUE A GENTE VÊ NA DISPUTA

Ênio Ribeiro Filho, emedebista raiz, fazendo a ponte aérea (e terrestre) entre Lages e Brasília, compartilhou com seus seguidores uma leitura dessa primeira quinzena da disputa eleitoral na maior cidade da Serra. “Como era de se esperar, passados 15 dias do início da campanha eleitoral, a movimentação das candidaturas segue sem grandes novidades”, aponta ele que detalha por candidatura:

“Ceron (PSD), candidato à reeleição apresenta uma campanha mais encorpada e consistente, até mesmo porque conta com quase 350 ocupantes de cargos comissionados da prefeitura, que por interesses óbvios, estão engajados em seu projeto eleitoral. É o chamado peso da máquina administrativa que lhe dá, nesse momento, vantagens sobre os demais.

Carmen Zanotto (CIDADANIA) tem boa movimentação eleitoral, mas perde tempo em ter que explicar ao lageano, sua opção de deixar Brasília para tentar ser a primeira mulher no comando do paço municipal. Não conseguiu, ainda, encontrar o viés adequado para tratar do que é mais competente: sua atuação inequívoca na área da saúde, e que em Lages tem problemas muito sérios, notadamente na área de demandas e gerenciamento técnico, afetando sobremaneira a população num todo.

O inexperiente Lucas (PSL) terá que provar que tem maturidade para ocupar o lugar de Ceron, que prega principalmente suas realizações enquanto prefeito, e sua larga experiência como administrador público. A sua ligação com o governador que está sofrendo um processo de impeachment na Alesc, tem atrapalhado sua desenvoltura.

Professor Cleimon (PT) tem palmilhado a cidade. Tem facilidades em colocar para a população o discurso da renovação compromissada com a realidade. Tem farto material para isso já que, notadamente, as carências da cidade são muitas, mas enfrenta o ranço do discurso conservador dos oponentes, em função do partido a que pertence. Mesmo assim, Cleimon pode ser a diferença na mesmice da política lageana, que persiste a quase 40 anos. Tem muito trabalho pela frente. Precisa construir alianças com os setores produtivos da cidade.

A grata surpresa fica por conta do Professor Ed Antunes (PSOL) faz uma campanha leve e propositiva. Essa ousadia para os padrões serranos, encontra eco nos setores de vanguarda do município que existem sim, mas nunca tiveram vez e voz, enquanto representatividade política.

Airton Amaral (Patriota), não mostrou o propósito que tem sua candidatura, a não ser, tentar a todo custo, colar sua imagem pessoal agora ao governo federal, já que pelo governo estadual, foi publicamente rechaçado em outra oportunidade”.

Conteúdo de Ênio Ribeiro Filho e fotos das respectivas campanhas em Lages

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