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Lockdown: Do choro à contrariedade

EM DEBATE NAS REDES SOCIAIS DA CLUBE FM 98,3 ADVOGADO NÃO ESCONDE EMOÇÃO

Conversava na manhã desta terça-feira, 09, com minha irmã (Vilma), que está em isolamento. Contava que ‘quase morreu’. Chegou a chorar citando acreditar que nunca mais conseguirá ser a mesma depois da doença. Na semana passada, após mostrar a foto no nosso grupo de família de meu pai e minha mãe tomando a vacina no Conta Dinheiro, outra irmã (Zenite) também chorava. As pessoas estão assim, emotivas, instáveis. O choro é essa demonstração de contentamento e também de insegurança e angústia. E ninguém escapa dessa demonstração de humanismo.

PELA CLUBE FM

Na manhã de terça-feira, 09, porque todos os lados têm suas razões, a Central de Conteúdo da Clube FM – através de Ioton Neto, Maycon Lovat e Adriana Gautério -, promoveu uma live/debate entre integrantes do setor produtivo e representante da Prefeitura. Colocou-se a medida de lockdown na pauta. Representando a Acil, a empresária Janelise Royer dos Santos evidenciou a angústia do setor produtivo.

AINDA

Da mesma forma o empresário Zulmiro Klan, pela CDL, destacou a preocupação dos comerciantes com a doença e devido ao fechamento das portas nesta semana. Advogado Jefferson de Oliveira, pelo Fórum das Entidades se integrou ao debate que colocou ainda na roda o Procurador Geral do Município, Elói Ampessam Filho, cujos decretos municipais passam pela sua mão para a análise jurídica antes de publicados.

‘A GENTE SE COLOCA

NO LUGAR DAS PESSOAS’

Ao encerrar o conteúdo, o Procurador Geral do Município, Elói Ampessam Filho, reforçou que o município não adota medidas sem antes analisar impactos e nem ignora o reflexo daquilo que se determina na vida das pessoas. “A gente se coloca no lugar das pessoas”, observou reforçando a preocupação do prefeito Ceron. Ampessam lembrou do pai, da mãe e foi às lágrimas. Postura que evidencia que, mais que tecnicismo, há humanismo na retaguarda daquilo que se decide.

Print de mais um produto da Clube FM para informar, orientar e ouvir os segmentos em relação às medidas de enfrentamento à pandemia

INDÚSTRIA SEM RESTRIÇÃO

Grandes empresas como Klabin, Ambev, gigantes do setor madeireiro que atuam em Lages, nenhuma será afetada (em seu funcionamento) pelo decreto de lockdown. Todas podem manter as atividades normalmente.

Braço da Fiesc na Serra Catarinense integra grupo de entidades contrárias ao lockdown. Mas a indústria não é afetada diretamente pelas medidas restritivas válidas por uma semana em Lages

CONTRAPONTO ÁS MEDIDAS:

DESABAFO DO EMPRESÁRIO

Uma mensagem sobre aquilo decidido pelo Paço porque tem todos visualizam o lockdown como medida adequada:

“Nem coloque meu nome aí que esses lazarentos do Ceron ficam marcando a gente, como se fossemos oposição. Mas não é atacando setores que não aglomeram que vai se estancar o problema. Visite um barbeiro, uma loja de roupas, o cafezinho, a lotérica. Entre na imobiliária, na loja de celular, tudo funciona dentro dos mais absolutos cuidados.

A aglomeração está na rua, na praça, na festa. Lá onde o poder público e essa fiscalização de faz de conta deveriam atuar. Então, porque não corrigem onde eles falham, adotam medidas afetando quem gera emprego e precisa manter seus negócios. Se lockdown resolvesse a gente até aplaudiria porque queremos todos com saúde. Mas está claro que o caminho não é esse”.

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2 comentários para: “Lockdown: Do choro à contrariedade”

  1. O que não pode é ser seletivo. Atividades que seguem os protocolos fechadas é uma insanidade. A falha está onde todos sabem e não falam, na politicagem. Secretaria da saúde, deve ser ocupada por quem entende de saúde; nova ala do HTR fechada? chega respiradores e insumos, que fazem, correm para sair na foto. Mais ação e menos emoção. É dever de todos o cuidado próprio; festas, baladas, etc; prisão e multa.

  2. Não somos especialistas.

    Mas uma coisa já deu pra entender relativamente bem.

    Lockdown só é eficiente se for total. Ninguém saindo de casa.

    No mais é jogar pra torcida, mesmo que com boa intenção.

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