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Moisés e as espetadinhas de Colombo

ENQUANTO O GOVERNADOR ABRIA O PACOTE DE BONDADES NA SERRA, EX-GOVERNADOR RECLAMAVA DO AUMENTO DO GÁS DE COZINHA

Se o movimento Amém Moisés recebeu adesões de toda ordem no roteiro do governador por Lages e outros três municípios da Serra (Urupema, Bom Jardim e Otacílio), houve (inclusive na imprensa) quem torcesse o nariz para essa abertura dos mares de boas novas ao povo destes pagos. Registrou-se beicinhos negacionistas naquele discurso de que ‘é o dinheiro dos impostos voltando’ como se no passado não devesse também ter voltado.

E MAIS

Constatou-se uma voz isolada de oposição do ex-governador Colombo nas redes sociais reclamando do aumento do preço do gás e alimentos. O discurso quis colar que o atual governo catarinense responde pela judiaria com o povo, nessa escalada de preços dos derivados de petróleo que, seguindo a política da Petrobrás, não param de subir.

A fotomontagem com a assinatura do ex-governador fazendo contraste de duas manchetes na versão online do DC

ENQUANTO ISSO

O PSD, partido que Colombo faz parte, segue surfando na troca de afagos administrativos com o governador Moisés. Da bancada Federal e Estadual aos prefeitos, há uma postura de reconhecimento e agradecimento às parcerias construídas pelo atual governador. Até mesmo o prefeito de Lages, Antonio Ceron, não esconde gestos de gratidão a Moisés pelo apoio que o município tem recebido.

Ceron nos discursos e no acesso a recursos naquela consciência pregada por Colombo no passado: rivalidade política não constrói hospital, nem escola. Muito menos pavimenta uma enormidade de vias como aquelas anunciadas por Moisés em Lages.

REFLEXO DISSO

Essa estratégia de Moisés no anúncio de investimentos para Lages, assim como o faz em outras cidades catarinenses, criará uma situação interessante em pleno ano eleitoral. A cidade estará transformada num canteiro de obras com pavimentações em todos os quadrantes em andamento. Da Penha ao Guarujá, do Santa Catarina ao Caça e Tiro, do Santa Maria ao Cristal. Obras por todo lado.

Vai se intensificar aquela percepção (talvez até equivocada) de que Colombo quando governador, deveria ter feito isso. Por questão de gratidão, porque é importante reconhecer, Colombo fez muito. Mas ‘não vendeu bem’ e nem foram ações que apareceram muito. Talvez as mais visíveis ficaram por terminar. Daí há essa impressão falsa de que o governo anterior tratou Lages a pão e água.

É da política. É do jogo. Moisés está numa estratégia irretocável. E o burburinho de Colombo nas redes reclamando do gás é um grito isolado para tentar resistir a tendência do Maria Vai Com as Outras do PSD. Resultado disso, saber-se-á nas costurar ano que vem onde Moisés chegará cheio de gás. Independente do preço!

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