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Nada sobre a CPI da Sinotruk?

VEREADORES GASTAM ENERGIA EM ASSUNTO QUE NÃO IRÁ MUITO LONGE, SENDO QUE PODERIAM FAZER CPI POR ALGO MAIS ABRANGENTE

Mais de um internauta pondera que deveríamos estar mais atento ao noticiário sobre a CPI da Sinotruk. “Aquele absurdo de um terreno público sem ocupação, utilizado por terceiros”. É a ponderação.

O QUE ACONTECE?

A CPI da Sinotruk é exclusivamente política. Os trabalhos não pretendem ressarcir o erário porque a prefeitura não está tendo prejuízo pela ocupação. A CPI não tenta repatriar a área ao município porque o terreno sempre será público, não existe usucapião de imóvel que pertença a um dos entes federados. E quando a prefeitura povoar aquele potreiro com indústrias, automaticamente, os ocupantes terão que deixar o local.

MAS O QUE SE BUSCA?

Por vias transversas, o propósito da CPI é apurar crimes de responsabilidades de três gestores: Elizeu Matos, Toni Duarte e Antonio Ceron. Eles, como ordenadores primários, poderiam ou deveriam ter se cercado do devido processo administrativo para colocar um ‘capataz’ na fazendinha até a chegada das indústrias.

Um registro dos trabalhos iniciais da CPI da Sinotruck discutindo questão sobre a ocupação do terreno às margens da BR-282

MAS OS VEREADORES TERIAM COISA

MAIS IMPORTANTE PARA ABRIR CPI?

Os próprios vereadores têm essa resposta. E para citar apenas um exemplo. Uma CPI do Finisa. A Prefeitura de Lages levantou R$ 50 milhões, via empréstimo na Caixa, e destinou ao pavimento de vias e custeio de desapropriações do Complexo Ponte Grande. E daí, não colocando em dúvida que todo o dinheiro obteve a destinação adequada, pertinente seria os vereadores conferir a qualidade das obras custeadas pelo Finisa. Incluir ainda nisso o que é que se fez (em metragem) de asfalto, valores individualizados, assim como o custo atual do financiamento (os juros estão rompendo os 10%?).

ENTÃO

De uma CPI assim, mais elaborada, técnica e atenta, poderia se corrigir obras que aparentam apresentarem problemas (e foram custeadas pelo Finisa). Até para servir de alerta a outros prefeitos sobre o custo de um financiamento desses. Naturalmente, os vereadores teriam que mobilizar peritos (para conferir as obras), outros para analisar dados e assim por diante. Mas como seria um trabalho mais técnico que político…

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1 comentário para: “Nada sobre a CPI da Sinotruk?”

  1. Interessante. Se o terreno fosse seu, manifestaria a mesma opinião?. Sei que vc é causídico, mas precisa rever o embasamento jurídico. Onde fica o direito de propriedade. Assim sendo, todos os lageanos poderiam também usufruir deste bem público, colocando lá uma vaquinha para o leite das crianças.

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