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O Paço e o conto do cheque em branco

VEREADOR JAIR JÚNIOR TERIA MENTIDO SOBRE PROJETO QUE DÁ AUTONOMIA AO PREFEITO

“Na prática, o mesmo orçamento prevendo, por exemplo, o investimento de R$ 10 milhões na construção de escolas, o prefeito poderia transferir para pagamento de salários de comissionados. Tudo isso sem análise na Câmara”.

As palavras acima são do vereador que aparece no retrato. Numa análise simplista, interpretando sua declaração, aquilo aprovado na Câmara na terça de carnaval seria um ‘cheque em branco’. Seria, mas não é!

ACONTECE QUE…

As palavras do vereador citadas acima são mentirosas. Aliás, declaração de uma inconsequência que induz em erro aqueles que se baseiam na declaração (nós fizemos isso) e parte da população que não se dá ao trabalho de interpretar o que foi aprovado.

ONDE ESTÁ A MENTIRA?

Aquilo aprovado na Câmara permitindo transposição de recursos dentro de secretarias não permite que se pegue dinheiro da Educação para gastar com comissionados. Logo, as palavras são mentirosas, salvo se provadas o contrário. Tão pouco é possível pegar dinheiro, por exemplo, da Assistência Social e colocar na área da Saúde e nem vice versa. Ou seja, os deslocamentos de recursos podem ocorrer, via decreto, somente dentro de uma secretaria.

DIZ O GRINGO QUE…

“Lamento que vocês se deixem levar por essas pregações mentirosas. A população merece respeito e não ser induzida ao erro. Muito triste esse tipo de situação”, apontou o prefeito Ceron. “Quando as pessoas ouvem cheque em branco logo associam à gastança sem controle, sem fiscalização. E uma das coisas que perseguimos nessa gestão, como fizemos na anterior, é respeitar o dinheiro público”.

Ceron lamenta que pessoas menos esclarecidas sejam induzidas ao erro na pregação de mentiras lideradas pelo vereador Jair Júnior

CERON DISSE MAIS

“Isso não é uma invenção de agora. Em Lages isso é feito desde 2009. Era assim nos tempos de Renatinho e Elizeu. É apenas um desengessamento, mas sem se afastar do respeito e cuidado com o dinheiro público. Lamentável que as pessoas menos informadas acreditem numa mentira”.

FREITINHAS EXEMPLIFICA

Conversando com o colega Adilson Oliveira no Clube Comunidade – Clube FM – vereador Aldori Freitas, o Freitinhas do MDB, que votou favorável aos encaminhamentos através de decreto, sem depender da Câmara, lembra que quando atuou na área de Habitação (acredito que no governo de Elizeu), já era através de decreto. “Porque às vezes havia dinheiro para comprar madeira, mas não tinha recurso para adquirir telhas. Essa maleabilidade é somente para acelerar as ações, sem ficar dependendo de aprovação de projeto na Câmara. Não tem erro. Errado é acreditar em mentiras”.

Freitinhas, aqui com Agnelo Miranda, e a garantia de que não houve erro permitindo remanejamento interno nas secretarias de orçamento por decreto

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