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O que acontece com a Festa do Pinhão?

PRECAUÇÃO, CAUTELA OU COCHILO? O FATO É QUE AS MANOBRAS LICITATÓRIAS COLOCAM EM RISCO O GIGANTISMO DA FESTA DO PINHÃO. MAS NÃO SERIA ISSO QUE O PAÇO QUER?

O que se passa na cabeça de quem colocou na cabeça do prefeito a arquitetura daquilo que se desenha para a Festa do Pinhão 2022?

Três pessoas com as quais conversamos – uma delas da própria equipe do Gringo – entendem que alguém ‘fez a cabeça’ do prefeito e lá aos 45 minutos do segundo tempo se resolveu mexer no modelo previsto para o evento. Alias, modelo que vinha dando certo à medida que possibilitava uma edição com custo de até R$ 10 milhões, sem que a prefeitura caseasse um único centavo em cachês, estrutura e divulgação.

FOI ENTÃO QUE…

Em fevereiro se resolveu fazer uma nova licitação. O novo certame não tem contraindicação. Mas salutar seria ter sido feito ano passado, naquele banzo da pandemia, com ritmo freado de trabalho da área afim, sem atropelos, imprevistos e nem riscos. No caso riscos de não aparecer uma empresa com potencial para manter o gigantismo do que é o evento lageano. “O Giba é mandado. As ordens vem de cima. Ele cumpre e dá entender que está sendo o gestor de alguma coisa”, observam-me a respeito.

LICITAÇÃO DIA 25

Na sexta-feira da semana que vem, dia 25, é para serem abertos os envelopes, a partir do edital que foi remendado às pressas neste final de semana. Quando os envelopes abrirem faltarão 77 dias para o início do evento. A hipótese da empresa vencedora conseguir bons patrocínios é pequeno porque as boas verbas publicitárias são programadas com bastante antecedência. Da mesma forma as agendas de shows acabam sendo mais limitadas pelas datas já preenchidas por boa parte dos artistas. Tudo por conta desse cochilo que parece ter sido meio que de propósito atrasando o andamento das coisas.

O QUE PODE ACONTECER?

Recursos no processo licitatório daqui e dali pode levar a prefeitura a não dar conta do certame e dispensar a licitação, escolhendo uma empresa para tocar o evento. Pior que isso seria a própria prefeitura puxar para si a organização. Seria um desastre. Seria a volta daquela maré de gastos, com o agravante de vivermos outros tempos, mais difíceis de realizar eventos.

DIANTE DISSO

Resta aguardar o 25 de março, torcendo para que uma empresa que tenha know how seja a vencedora da licitação. E que tudo transcorra quase que dentro do script, apesar do afogadilho de datas. Até porque, apesar de apenas 1/3 dos lageanos ir ao parque Conta Dinheiro, conferir o evento, a Festa do Pinhão é necessária para Lages. Repercute na estima e na economia. E só não pode voltar aos tempos de repercutir (negativamente) nos cofres públicos. Não existe dinheiro público para gastar com isso. Penso!

Registro da penúltima edição da Festa do Pinhão – 2018 – com aquele mar de gente no Conta Dinheiro. Só um terço dos lageanos vai ao evento. Logo, boa parte daqueles que estão no registro acima é visitante que ajuda a fomentar a economia da cidade nos dias de Festa do Pinhão

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