Geral

Os 100 dias de Jorginho Mello

GOVERNADOR APRESENTARÁ BALANÇO DOS PRIMEIROS DOS PRIMEIROS 100 DAQUELES 1.460 DIAS QUE GOVERNARÁ SC

Naturalmente que quando conversar com profissionais de imprensa no meio da tarde desta segunda-feira, 10, o governador Jorginho Mello fará um balanço amplo sobre sobre sua gestão, destacando os feitos positivos em âmbito de Estado. Para a Serra Catarinense, no entanto, vale uma análise mais setorizada sobre a realidade enfrentada nos municípios, a partir da posse do novo governador há 100 dias.

FALTA DINHEIRO E INFORMAÇÃO

Não fosse a falta de aportes estaduais e informações sobre a razão do não repasse, o governo de Jorginho Mello estaria dentro da curva em âmbito de Serra Catarinense. Ocorre que em todos os municípios da Amures há frentes de trabalho que dependem de verba estadual. E os prefeitos estão reféns do silêncio. Eles não podem reclamar o não repasse porque não querem represália lá adiante. Mas as obras sofrem descontinuidade e não há, de forma clara, informação sobre o futuro daqueles convênios que garantiram tais obras.

INSEGURANÇA DE OBRAS RODOVIÁRIAS

Da mesma forma, duas obras que estão em andamento na região, convivem com a indefinição e atraso nos repasses. A única informação é de que o governador Jorginho considera R$ 5 milhões pelo km de asfalto um valor muito elevado. Mas as obras da SC-452 (Abdon a Vargem) e SC-370 (Rufino a Urubici) custam mais que R$ 5 milhões por km.

VALORES

Os 20 km da primeira têm custo de R$ 100.095.000,00 e os 29 km em direção a Urubici foram licitados por R$ 170 milhões. As empresas que executam tais obras (a Setep, por exemplo) não receberam nada daquilo feito neste ano, embora mantenham os trabalhos na expectativa da regularização dos pagamentos.

Claro que tempos excelentes ações, como o andamento do mutirão de cirurgias, determinado pelo governador Jorginho e articulado pela Secretária da Saúde, Carmen Zanotto. E esse tema deverá ser o principal ponto do balanço dos 100 dias do governo Jorginho.

EXPECTATIVA DE RETOMADAS

Há uma crença que, inclusive na exposição de dados desses 100 dias de governo, Jorginho Mello poderá informar a retomada dos repasses de forma regular daqueles convênios assinados pelo seu antecessor. Até porque, as obras nos municípios (e há frente de trabalho em todos aguardando repasse) não se constituem ato do governador, mas ação de estado, independente de quem esteja no poder. Penso!

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *