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Ponderações no pós-trauma da CPI da Saúde

A semana era para iniciar com o assunto num cantinho, mas repercute. Ponderações que recebemos daqueles ‘atingidos’ pela CPI e de seus colegas da área, evidencia revolta com o exposto. Aqueles arrolados foram expostos ao julgamento público, na imprudência de exteriorizar nomes, como se todos fossem criminosos.

DO PROFISSIONAL DA SAÚDE

“A postura de hiena de alguns da imprensa, inclusive sua, entendendo que aquilo contido numa CPI terminativo, esculachou com gente do bem. Não bastasse a imprudência dos vereadores que, no âmago de se promover eleitoralmente, de se vingar de desafetos políticos, atiraram-nos aos leões das redes sociais, ainda vieram vocês reforçar o massacre. Estamos tristes pelos nossos colegas”.

O VIÉS POLÍTICO DA CPI

“Fui tomado por uma grande raiva. Porque a realidade não é aquilo que os vereadores escreveram. Maurício (Batalha), por exemplo, bem ou mal já trabalhou na Saúde. Ele sabe, ou deveria saber, que vivemos focados 100% e não estamos infalíveis ao erro. Lucas era outro de quem não esperava a raivinha para se promover e tentar virar prefeito. Pense no risco de uma Lages ser administrada por esse tipo de gente. E o Jair é caso perdido”.

DE OUTRO PROFISSIONAL

“O enquadramento prévio com rol de indiciados, inclusive com embasamento até no Código Penal, como se os vereadores fossem Promotores de Justiça ou Magistrados tenta nos tornar bandidos. Em tom de brincadeira meus colegas indagam se sou um dos criminosos da lista do Jair Jum… Imagina o quanto isso afeta a gente”.

JAIR MORDE E ASSOPRA

Jornalista Olivete Salmória publicou uma ponderação do vereador Jair Júnior tentando amenizar os efeitos da lista de profissionais e enquadramento dado por ele na CPI. “Os indícios apontados não condenam ninguém pela prática de qualquer fato, tão menos confirma erro médico ou conduta similar, pois não conta com técnica especializada”, diz o condenador e relator Jair Júnior (PSD).

Teria faltado sincronismo e entendimento coletivo dos cinco integrantes da CPI sobre o conteúdo final da mesma

POLÍTICA E RAIVISMO

Vereador Batalha aponta que não procedem comentários de que teria tentado se vingar ao costurar a CPI. Ainda na segunda-feira, 19, na mesma reunião que ele estava, ouvimos que, de fato a postura vingativa de Batalha prevaleceu na costura da CPI. Em relação a Jair Júnior e Lucas Neves, o afoitismo em nome da potencialização do projeto majoritário de 2020, norteou a atuação. Embora, entenda-se que há conteúdos levantados na investigação que que merecem correção e punição.

CERON E A CPI DA SAÚDE

Indagamos sobre a CPI ao prefeito Ceron, no evento da Acil da segunda-feira, 19. Disse que não recebeu o relatório da Câmara. “Mas quero todo o conteúdo, inclusive as atas paralelas porque uns integrantes decidiram algo e outros encaminharam de forma diferente. Afinal, a CPI é de uma comissão ou de um vereador? Eles têm que se entender”.

PROVIDÊNCIAS TOMADAS

De acordo com o prefeito, pelo que soube daquilo apurado na CPI, no relatório constam denúncias de situações que já mereceram providências. “A questão dos medicamentos, por exemplo. Tão logo se soube, foram tomadas as medidas previstas na lei”, cita Ceron. E ele reforça o apoio à Secretária da Saúde. “Quem conhece a Odila sabe a dedicação, a busca de acertar, melhorar. Evoluímos muito na área com essa equipe”.

MISSÃO E PÉ NA TÁBUA

Sobre esse frankensteinelismo da CPI – uns vereadores querendo indiciar estes, outros preferindo ‘condenar’ aqueles – o prefeito não quis opinar. Ceron tem procurado destacar ações positivas, que entende serem mais consideráveis que as situações escrachadas pelos vereadores Lucas Neves, Maurício Batalha e Jair Júnior na CPI. “Foquem no que fizemos, naquilo que evoluímos. Na missão que temos cumprido e que ainda há por cumprir e pé na tábua”, teria dito o prefeito na conversa com profissionais da Saúde, no dia posterior à leitura da CPI. “Tenho que dar um gás à equipe. Não posso deixar que um trabalho positivo seja abalado”, disse-nos na segunda-feira, o prefeito.

 

Prefeito disse que ainda não recebeu o relatório, mas quer as atas paralelas sobre a CPI

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