Geral

Presídio: Ressocialização pela leitura

EM QUATRO PRESÍDIOS DA REGIÃO SÃO 829 APENADOS QUE UTILIZAM A LEITURA COMO FORMA INCLUSIVE DE REDUZIR A PENA

Em algum lugar já lemos que o livro é o pão do espírito. E o projeto Despertar pela leitura se propõe a levar ‘esse alimento’ e oportunizar à parte da população carcerária de Lages e São Cristóvão do Sul o acesso ao conhecimento. Cada detento reduz quatro dias de pena por mês ao ‘consumir’ um livro no período de 30 dias.

ABRANGÊNCIA DO PROJETO

Além de estar implementado nos dois presídios de Lages (São Cristóvão e Santa Clara), a iniciativa se estende às unidade prisionais de São Cristóvão do Sul. São 829 apenados que optaram pela leitura e os benefícios dela para conhecimento e para redução de pena. A leitura, assim como o estudo e o trabalho são previstos em lei como forma de reduzir a pena imposta aos detentos.

VISÃO DO JUDICIÁRIO

A juíza Ana Cristina de Oliveira Agustini, titular da Vara Regional de Execuções Penais da Comarca de Curitibanos, tem percebido aumento na disposição dos presos em fazer parte desses projetos. “Em minhas inspeções, tenho colhido informações muito boas, no sentido de que as unidades estão buscando aumento no número de vagas, ampliando o número de profissionais envolvidos e melhorando significativamente a forma como os projetos são desenvolvidos internamente”, conta a Magistrada.

REFLEXO PÓS-PENA

A juíza Ana Cristina destaca que as unidades da Serra têm uma realidade diferenciada de muitas das unidades prisionais do Estado e até mesmo do Brasil, ao possibilitar o acesso do preso a projetos como o “Despertar pela Leitura”, ao ensino e ao trabalho. “Isso deve ser sempre incentivado, ampliado e aprimorado, porque a pessoa privada da liberdade que acaba tendo a possibilidade de usufruir dessas ações pode reestruturar a sua vida, o que gera uma perspectiva de futuro melhor para quando for reinserida na sociedade, no retorno à família e na recuperação dos laços sociais”.

Além da leitura, os apenados realizam atividades decorrentes da obra que leram, aprimorando a própria grafia e a interpretação de textos

Com informações: Taina Borges – NCI/TJSC – Serra e Meio-Oeste

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