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Primeira trans na disputa em Lages

Este ano tem sido de quebra de tabus na disputa eleitoral em Lages. Com a campanha sendo realizada dentro de uma pandemia, temos o número recorde de candidatos a prefeito (seis ao todo). Da mesma forma a quantidade de concorrentes a vereador é significativa: 240, dos quais alguns já ficaram pelo caminho. E temos mais diferenciais.

UMA TRANS VAI ÀS URNAS

Uma candidatura que já ficou marcada na história recente de Lages é a da professora Diana Sophia. Ela é a primeira mulher trans candidata a vereadora na cidade e enfrenta os desafios de campanha. Diana faz parte do projeto nosso trato é com o povo, liderado pelo candidato a prefeito Professor Ed e vice-prefeita Pâmela Santos. E o próprio candidato a prefeito cita:

“Nossa chapa foi formada pela equidade e pluralidade para garantir maior representação de todos os públicos, focando em dar voz às minorias”.

DIANA SOPHIA, A CANDIDATA

Segundo a candidata Diana, antes de falar sobre a importância de uma candidata trans nas eleições municipais, é preciso entender que O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. “Não é possível falar sobre dignidade sem representatividade, por isso o PSOL tem a chapa mais plural de Lages. Na luta por espaços e o direito de viver, me lancei como candidata para trazer à tona debates necessários, porém esquecidos – quando não, silenciados”.

PSOL NO CALÇADÃO E O

RELATO SOBRE A FOTO

 “No dia 31 de outubro convidei as manas para caminharmos no centro da cidade carregando as nossas bandeiras. Os olhares de julgamento dos que ali passavam não intimidavam aquelas que vieram para ficar. Estamos ainda muito longe de alcançar a aceitação social, mas já avançamos muito e não daremos nenhum passo para trás”.

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