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Qual destino do velho Moinho?

IDEIA É A DESAFETAÇÃO DA ÁREA PARA DAR LUGAR A EMPREENDIMENTO NA ÁREA MAIS NOBRE DE LAGES

Moinho Ipiranga e mais tarde Moinho Cruzeiro. Construído na década de 1940 por Aristides Araldi, o empreendimento foi uma referência para a cidade. No dia 24 de outubro deste ano o moinho inaugurado em 1946 completaria 75 anos. Mas não chegará aos 3/4 de século. Fechado já faz algum tempo, os proprietários não viram ocupação para a estrutura e optaram pela demolição.

MOINHO NÃO É PRÉDIO HISTÓRICO

MAS FAZ PARTE DA HISTÓRIA DE LAGES

A demolição do prédio do velho moinho e de outras construções antigas em Lages tem aflorado o debate sobre preservação de patrimônio. É apresentada a lei complementar 22/95 assinada pelo então prefeito Coruja, que estabelece parâmetros sobre preservação arquitetônica na cidade. Profissionais, especialmente arquitetos, observam certa indiferença do poder público (prefeitura) em relação à questão. Faltaria um debate mais aprofundado e normatizações sobre o tema. Enquanto isso, velhas casas, como canta Chico Saratt, seguem ameadas pelo progresso.

Antes do Moinho Letti surgir, o Moinho Cruzeiro, construído inicialmente como Moinho Ipiranga já operava antes mesmo da metade do século passado.

Este registro (acredito) é da década de 1970 (com o espaço onde funciona atualmente a CDL em construção na frente da praça do Terminal) e, lá aos fundos, o Moinho Cruzeiro imponente.

Aqui o Moinho Cruzeiro antes do início da demolição, numa perspectiva fotográfica a partir da rua Serafim de Moura

E aqui as ruínas contrastando a partir do trabalho de demolição intensificado neste mês de maio. Todo o trabalho está sendo executado com as devidas autorizações e acompanhamento do poder público.

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