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Presos por morte para recuperar jóias

NESTA SEGUNDA-FEIRA, 09, COMPLETA UM MÊS QUE CORPO APARECEU EM RUA NO BAIRRO SÃO FRANCISCO. DIC INVESTIGOU E QUATRO ESTÃO PRESOS ACUSADOS DE TORTURA E HOMICÍDIO

O próprio Delegado Regional da Polícia Civil, Fabiano Schmitt, compartilhou a informação sobre o trabalho minucioso, exaustivo e resultado da DIC – Divisão de Investigação Criminal de Lages, que efetuou a prisão de quatro pessoas, cumprindo Mandado Judicial, antes mesmo que os crimes que essas pessoas são acusadas completasse 30 dias.

O CRIME HÁ 30 DIAS

Na sexta-feira, 09 de julho, um corpo foi localizado no bairro São Francisco. A vítima havia sido assassinada durante a noite. De imediato, a equipe da DIC entrou em ação, cruzando dados, levantando informações constatando que aquela morte decorria de um crime de tortura seguido de homicídio.

AS CIRCUNSTÂNCIAS

A vítima do assassinato teria sido atraída para uma emboscada, seguida de tortura e morta. Para completar, o corpo abandonado em local ermo, em rua no bairro São Francisco. O que os autores (direto ou indireto) não contavam é que a investigação levaria até o mesmo, fazendo-os responder por um conjunto de crimes que, somados, podem levar a um conjunto de pena superior a 20 anos de prisão.

SOBRE A INVESTIGAÇÃO

Um casal fora vítima de um furto de jóias de elevado valor no começo do ano. Alguns falam em jóias de R$ 150 mil, outros citam que o furto teria rendido prejuízo superior a R$ 1 milhão. Os detalhes não foram exteriorizados. A investigação chegou ao autor do furto, mas aquilo subtraído do casal não fora recuperado. Inconformado, o casal tratou de realizar sua própria investigação para chegar até o paradeiro das jóias. Contratou um Policial Militar para pressionar um suspeito de possivelmente saber o paradeiro das jóias, através de receptador.

DESDOBRAMENTO

Diante de tal enredo, que parece série de televisão, mas que infelizmente tratou da vida real em Lages, os partícipes da ‘operação resgate das jóias’ emboscaram o suspeito, sequestrando o mesmo, com tortura ato contínuo (pelo que diz no relato da investigação), tendo como desdobramento a morte do rapaz. Para piorar ainda mais, o corpo foi jogado numa rua, coberto por uma lona.

CARRO, TELEFONE, IDENTIDADE

Os agentes da DIC conseguiram cruzar os dados e identificar o telefone utilizado para marcar o encontro, o veículo utilizado pelos criminosos e também a identificação dos ‘justiceiros’. Quatro estão presos. A investigação segue e deve ter mais desdobramento. A DIC, assim como o próprio Delegado Fabiano Schmitt não informaram se, entre os quatro presos está o casal, o policial militar ou se apenas terceiros envolvidos nas providências encomentadas.

Delegado Fabiano Schmitt lidera a Polícia Civil na Serra Catarinense, que a DIC integra, cujo resultado da investigação conseguiu o êxito de prender quatro pessoas suspenses de fazer justiça com as próprias mãos num caso que envolve o furto de jóias

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