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Queimadas: SC quer ajudar os outros. E aqui?

Por um lado soa solidário o gesto do governador Carlos Moisés, ao anunciar no sábado, 24, a colocação de uma força tarefa de bombeiros militares e policiais militares para, se necessário, atuarem para combater queimadas na região amazônica. “Precisamos ajudar a preservar esse grande patrimônio que é a Amazônia do Brasil”, afirmou Moisés, destacando ainda que as queimadas são um problema grave que afeta a todo o País.

UMA DÚZIA

Em um primeiro momento, 12 bombeiros militares, três caminhonetes e um caminhão já se encontram de prontidão. “A qualquer momento após o chamado estaremos a postos para atender os Estados em que há a ocorrência de incêndios florestais”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Charles Alexandre Vieira.

E EM SC?

Lendo o conteúdo dessa boa vontade do Estado em ajudar a Amazônia, paira a dúvida sobre o que se tem feito em relação às partes do território catarinense que ardem em chama neste mês de agosto. Na Serra Catarinense, as queimadas – a grande maioria sem autorização – proliferam-se. Essa força tarefa acenada à região amazônica não deveria ter sido mobilizada para fiscalizar, orientar e, se for o caso coibir a prática de queimadas em terras Catarinas?

Ninguém irá contrapor ao gesto simpático do governador Carlos Moisés de oferecer ajuda à região amazônica para combater incêndios, porém há queimadas significavas em Santa Catarina, agravadas pelo tempo seco com a falta de chuva. Talvez a força tarefa que se quer enviar à Amazônia seria muito útil por aqui orientando, fiscalizando e, em alguns casos, coibindo.

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