Geral

Questão das velhas casas da paróquia

HÁ UM MOVIMENTO PELA PRESERVAÇÃO, MAS QUEM INDENIZA O PROPRIETÁRIO?

Nas casas velhas que o progresso ameaça

Restam os vultos de meus dias ternos

Meu rosto jovem dorme na vidraça

Nas noites vastas desses meus invernos…

As Velhas Casas retratadas na música de Chico Saratt seguem com os dias contados em Lages. E daí a questão tem dois lados. Aquele dos preservacionistas que defendem a mantença dessas velhas construções, que carregam parte da história da cidade (e eles têm razão) e, também, dos proprietários que têm legitimidade para fazer o que quiserem com o imóvel, visto que a eles pertencem.

PRESERVAÇÃO SEM INDENIZAÇÃO?

Impedir que um proprietário disponha do imóvel para venda, reforça e até demolição, constitui-se uma forma de engessá-lo em relação à propriedade. Daí que, ao se pensar em preservação de tais edificações, mister seria buscar uma forma de monetizar o proprietário com uma indenização parcial que justificasse e/ou incentivasse a manter as características originais das construções. Até porque, é fácil defender que tudo fique em pé, se dono daquilo você não é. Mas sendo proprietário, a realidade é outra. Penso e respeito os pensantes que destoam desse pensar!

Esse grupo que mantém o perfil De Lajens a Lages no Instagram (recomendo seguir) esteve com o vereador Jair Júnior neste início de mandato, para discutir a questão

Essas duas edificações das antigas situadas na Rua Correia Pinto foram as mais recentes tombadas (no sentido de derrubadas). Mas como preservar esse tipo de imóvel sem castigar o proprietário, exigindo dele a manutenção e a intocabilidade?

Pertinente o debate!

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1 comentário para: “Questão das velhas casas da paróquia”

  1. A discussão vai muito além do argumento de que “o dono faz o que quiser”. É um argumento válido, mas raso demais para a discussão que o assunto merece em Lages. É uma questão político-cultural. De um lado, a prefeitura/SPO tem poder para frear as demolições de edificações históricas, oferecendo incentivos e isenções aos proprietários (isso é viável e existe em várias cidades brasileiras)
    De outro lado, necessita haver uma conscientização dos proprietários para que percebam o potencial enorme que esses imóveis possuem e como podem ser rentáveis, tanto para os proprietários quanto para a cidade. Imaginem um lindo imóvel como um desses em questão, devidamente revitalizado e adaptado às necessidades atuais, sediando um pub, um restaurante, uma boutique, um café, um coworking, uma clínica. Gera lucro para o dono, gera vitalidade e segurança para a rua e os transeuntes, gera incremento na economia para o turismo e comércio. A maior prova disso é a recém inaugurada Casa de Chá Artesano e a Cafeteria das Flores, localizadas na Praça da Catedral.
    Por fim, extremamente necessária a educação patrimonial para a população em geral. A população de Lages precisa conhecer mais nossa história, precisa ir além da historinha da serpente do Tanque, precisam entender o passado e respeitá-lo. Precisam deixar de lado a visão errônea de que desenvolvimento significa substituir o velho pelo novo.
    Abraços.

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