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Reajuste: Paço não atende Trasul

REAJUSTE MENOR QUE O SOLICITADO PELA EMPRESA

Embora as redes sociais, naquele berço de incompreensão (para não utilizar outro termo) reverbere o reajuste dos preços da tarifa de ônibus urbano em Lages, como algo negativo, o percentual ficou abaixo daquilo que a Transul pedira.

PRECISAVA DISSO, PEDIU AQUILO

E LEVOU AQUILO OUTRO

Pelas informações da empresa, para recompor as perdas causadas pela pandemia (com redução de 73% no número de usuários), seria necessário reajuste de 54%. Isso elevaria a passagem a mais de R$ 6,00. Entretanto, a Transul pediu 9% de reajuste, o que representaria mais que o dobro da inflação do período. Embora tivesse nos dito que o percentual solicitado seria o necessário à empresa, o prefeito Ceron não levou adiante o propósito de atender o índice de 9%. Deu 3,95% de aumento.

REPERCUSSÃO NAS TARIFAS

Esse percentual permitiu elevar a tarifa praticada nos seguintes patamares: Tarifa embarcada R$ 4,50 – Antecipada R$ 4,30 (Estudantes R$ 2,15 e professores R$ 3,01).

CONTA NO LOMBO DO LAGEANO

Esse percentual mais módico não significa que a conta não virá. Em se mantendo o desiquilíbrio financeiro do contrato, a prefeitura terá que aportar dinheiro na Transul. Já fez isso com mais de R$ 3 milhões entre outubro e novembro de 2020 para compensar as perdas da pandemia. E o fará novamente devido às restrições no transporte que ainda persistem. Ou seja, aquele dinheiro que poderia ser despejado na coletividade (através de obras e ações), foram em socorro da Transul. Tudo, naturalmente, porque a licitação, o contrato e a legislação determinam nesse sentido. É ruim. Horrível. Mas é legal!

Transul, que deverá manter medidas restritivas pelo menos até o mês que vem e cuja conta do desiquilíbrio a prefeitura terá que tirar do orçamento e destinar à empresa, conforme prevê o contrato e a norma

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