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Registre-se porque a realidade é triste

“DECIDIMOS QUE FICAR ASSISTINDO OU ESPERANDO AS COISAS MUDAREM NÃO ERA UMA OPÇÃO”. CITA MAYRA GHIZONI, UMA DAS IDEALIZADORAS DA PANFLETAGEM DE CONSTIENTIZAÇÃO REALIZADA EM LAGES

O panfleto amarelo apresenta uma posição triste ocupada por Lages: 5.º lugar no ranking de casos de feminicídios em Santa Catarina. São 11 casos desde 2015 quando foi instituída a lei que tipificou o feminicídio.

MAIS DADOS DE LAGES

Somente entre janeiro e junho deste ano (primeiro semestre de 2021, portanto), Lages tem 139 inquéritos policiais envolvendo violência contra as mulheres (alguns já concluídos e outros em andamento). “Essa ação de sábado foi importante porque evidenciou a adesão das pessoas à causa”, cita a vereadora Katsumi Yamagushi (PP), que, num gesto importante, insere o legislativo na estratégia de conscientização. Ela também é uma das idealizadoras do movimento.

Exemplo da ação realizada pelo Coletivo Feminista de Lages

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

“Durante a panfletagem ouvidos indagações como ‘mas existe machismo?’ o que demonstra que o caminho é árduo na desconstrução, mas iremos resistir e com certeza realizar mais ações nesse sentido’, pondera Mayra Ghizoni.

A estratégia chama a atenção para a realidade e, na medida do possível, tenta prevenir novas ocorrências. Os dizeres na camiseta pedem adesão para que prevaleça o respeito à lei e às mulheres para reverter a realidade

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EXEMPLO EM LAGES DE VIOLÊNCIA ABSURDA

Neste sábado, 16 de outubro, chegamos a quatro meses desde a morte de Ana Júlia dos Santos Floriano, 19 anos. O ex-namorado entrara no apartamento onde ela estava (na rua Frei Rogério, perto da praça da Catedral), matando-a a tiros.

QUATRO MESES SEM SOLUÇÃO

São mais de 120 dias desde o crime brutal e, até agora, simplesmente o autor do brutal assassinato (feminicídio) sumiu, como se tivesse evaporado. Polícia Civil que cuida do caso não apresenta nenhum fato novo sobre a investigação, até para dar uma resposta à sociedade a respeito do crime bárbaro.

Ana Júlia estava grávida quando foi morta a tiros. O autor deixou o local do crime, caminhando em direção ao veículo estacionado perto da Catedral e, desde então, é como se tivesse evaporado. Nunca mais se tem informações sobre seu paradeiro.

Conteúdo com ajuda da Assessoria da Vereadora Kastumi

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