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Covid-19: NÃO à pesquisa repercute

ASSUNTO ABORDADO PELA FOLHA DE SP 

A pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde e executada pela Universidade Federal de Pelotas através do Ibope está causando mais polêmica que resultado. Como o assunto reverbera também aqui na paróquia, a gente atualiza as informações. Há reclamações dos pesquisadores pela forma que acabaram sendo tratados, inclusive com prisões e até agressões.

O QUE HOUVE EM LAGES?

Como os pesquisadores chegaram à cidade e trataram de aplicar questionário e teste rápido, a Secretaria Municipal da Saúde se sentiu desrespeitada, devido à falta de comunicado. Houve inclusive nota oficial da Prefeitura de Lages combatendo a pesquisa exatamente pela falta de comunicação. Há questionamento de autoridades locais devido ao método utilizado, destinação do material descartado e, principalmente, medo nas pessoas pelo desconhecimento daquilo que está sendo feito.

Ilustramos com exclusividade aqui na página a abordagem da Vigilância Sanitária e policiais militares no pesquisador que estava aplicando o questionário e os testes (conforme o recipiente amarelo ao fundo).

JORNAL FOLHA DE SP

INFORMOU QUE…

“Equipes da primeira pesquisa sobre a epidemia de Covid-19 estão sendo detidas pela polícia, impedidas de trabalhar por governos municipais ou agredidas nas ruas. O estudo pretende testar amostra de 33.250 pessoas em 133 cidades, em todos os Estados. Objetivo é estimar quantos brasileiros já foram infectados pelo novo coronavírus, o que auxilia o planejamento do combate à doença e o seu estudo científico”.

AINDA MAIS

Assunto também foi destaque no programa Fantástico da Globo. De Santa Catarina apareceu a abordagem aos pesquisadores na cidade de Caçador. Ali os profissionais contratados pelo Ibope teriam sido inclusive conduzidos à delegacia. “Em vários municípios, o material de testes foi destruído, e as equipes do estudo tiveram que abandonar a cidade e desistir da pesquisa”, afirmam os coordenadores do estudo.

SITUAÇÃO EM LAGES

São sete cidades incluídas no estudo em Santa Catarina. Florianópolis, Caçador, Blumenau, Chapecó, Joinville, Criciúma e Lages. Aqui em Lages houve questionamento da presença da pesquisadora no bairro Santa Helena aplicando o teste. Ressabiados com golpes que têm sido frequentes nestes tempos de pandemia, a comunidade quis saber do que se tratava. Como a Secretaria da Saúde não tinha – até então – conhecimento do assunto, determinou que ninguém pesquisaria.

Levantamento em âmbito nacional, incluindo Lages, foi encomendado pelo Ministério da Saúde ao Ibope para aprofundar estudos visando combater o novo coronavírus

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