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SC em Las Vegas: Futuro da rádio (e TV)

EMPRESÁRIO ROBERTO DIMAS DO AMARAL ESTEVE, PELA ACAERT, CONFERINDO A NAB 2022, A MAIOR FEIRA DE TECNOLOGIA DO MUNDO PARA RADIODIFUSÃO E TV

A NAB acontece anualmente em Las Vegas/EUA e se constitui uma espécie de Copa do Mundo da tecnologia e inovação. Mas ao contrário do futebol, quem entra em campo no Las Vegas Convention Center, local do evento que voltou a acontecer depois dos dois anos parados devido à pandemia, é o criador de tecnologias que vai ditar a operacionalização dos meios de comunicação (rádio e TV) pelo mundo.

UMA VISÃO DE SC

“Este equipamento aqui já é o que utilizamos pelo SBT/SCC em Florianópolis”, apontava o empresário Roberto Dimas do Amaral, o Beto, que é Diretor de Produto do Grupo SCC/SBT ao percorrer um dos estandes da NAB 2022. O que a observação do também Vice-presidente de Inovação e Competitividade da Acaert apontava, na verdade, foi a nova tendência do evento. Beto Amaral observou:

– Diferente dos outros anos, a feira estava mais dentro da realidade de todos, ou seja, sem futurismos e muito pé no chão. Nada de coisas que ficávamos de boca aberta, ou pensando “imagina quando chegar isso no Brasil”. Tudo que vi são coisas que já estávamos pensando ou melhorias daquilo que já existe!

TV E RÁDIO COMO PROTAGONISTA

É verdade que o consumo do ‘produto rádio’ mudou. Mas também é verdadeiro que a NAB 2022 evidenciou o protagonismo desse tipo de meio de comunicação, apesar de novidades e tecnologias inundando o cotidiano das pessoas. “O novo produto rádio que o público está consumindo é aquele com cada vez mais conteúdo. E com um diferencial indispensável: o público não quer só ouvir rádio, quer ver também. Há necessidade de aprimorarmos cada vez mais o uso da imagem como diferencial para complementar a entrega da informação como conteúdo”, observa Beto Amaral. Ele disse mais:

 Participei de vários painéis que falavam do rádio e da TV. Confesso que cheguei um pouco pessimista (na NAB 2022) com o nosso meio. Mas saí de todas as palestras com a convicção que o meio do rádio e TV estão e ficarão ainda mais fortes. Isso com dados e fatos atuais da Nielsen e GFK, por exemplo. Porém, estar multiplataforma e sair do quadrado é fundamental. E olhar sempre as 3 plataformas: AR, DIGITAL e RUA. Temos que estar presente em todo lugar, a “famosa” Ubiquidade.

 AINDA SOBRE RÁDIO COM IMAGENS

“Essa é a grande tendência e quem não estiver vai acabar sucumbindo. Estar com a rádio nas plataformas de streaming com vídeo é fundamental. As emissoras precisarão adaptar suas estruturas para ser mais visual e trazer o localismo, além do áudio. Na NAB tinha muitas soluções de baixo custo para rádios ou até TVs para entrarem com alta qualidade com suas estações em vídeo”, cita Beto Amaral, nas avaliações que compartilhou com os membros da Acaert e com o público, via a referida Associação.

A TENDÊNCIA DA CIRTUALIZAÇÃO

“Essa foi a grande novidade e maior tendência da NAB: a virtualização. Consiste na emissora (de TV, por exemplo), levar todos os sinais (áudio e vídeo) para a Nuvem (sem colocar o conteúdo em máquinas próprias) e fazer toda operação em tempo real, sem precisar adquirir nenhum equipamento, além dos equipamentos de captação de som e imagem. E o pagamento seria pelo serviço utilizado”. É o que cita Beto Amaral sobre essa tendência. “Tudo caminha para que produtos de áudio e vídeo sejam armazenados em Nuvem e, dali, liberados para redes sociais, sinais de TV e demais demandas de consumo daquilo produzido”. Em relação à feira, o vice-presidente da Acaert observa que “além da parte de tecnologia, a NAB abre nossa mente para novos relacionamentos e possibilidades de negócio. Sugiro a quem puder, venha todo ano”.

Empresário Beto Amaral, vice-presidente de Tecnologia da Acaert, interagindo com o representante de uma das empresas que apresentou inovações na NAB 2022

Além do contato com criadores de tecnologia para os segmentos rádio e TV, Beto Amaral teve acesso a dados, em análise do mercado mundial, sobre o que o público está consumindo em termos de meios de comunicação, inclusive em quantidade de horas diárias. Rádio e televisão, ao contrário de veículos como jornais e revistas, seguem bem nos dados, mas precisam acompanhar as evoluções tecnológicas que surgem a cada piscar de olhos!

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