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Oito miram ser governador em SC

EMBORA NÃO SEJA OFICIAL, DUAS CHAPAS JÁ TERIAM CANDIDATOS A GOVERNADOR E A VICE. NEM TODOS OS OITO QUE ESTÃO ‘NO MERCADO’ DEVEM IR ÀS URNAS AO GOVERNO

Enquanto caminhamos para o período de convenções partidárias – que homologarão candidaturas e coligações para a eleição deste ano – ainda persiste um cenário indefinido na formatação das chapas. O fato diferente no contexto é o surgimento de uma realidade que, praticamente, inviabiliza Dário Berger e Décio Lima numa mesma chapa. Ambos costuravam o projeto da frente das esquerdas, com a tendência de uma candidatura no segundo turno, sustentando e sustentado pelo projeto nacional de Lula. Entretanto, paira a indefinição que afasta os dois: Dário e Décio querem ser o candidato a governador.

DIANTE DESSA REALIDADE

Ainda estamos a pouco mais de 40 dias de fechar o prazo das convenções e o martelo das coligações ser batido. Mas Dário Berger não deve aceitar ser vice ao governo. E como é Senador, não mira reeleição. Isso o leva à disputa do governo, mesmo que com outro projeto, sem PT. Nesses dias têm se intensificado o discurso de que viriam Dário Berger ao governo e Coruja de vice. Esse último representando o PDT. Qual tem sido a postura do lageano? A postura é a mesma da ave que lhe dá a alcunha, a coruja: quieto e discreto.

“Se estão dizendo isso de mim, deixa que digam”. Teria sido uma das poucas referências do médico lageano sobre a hipótese de concorrer a vice, numa dobradinha com Dário Berger. Esse registro acima é da década passada, quando a eventual chapa de centro esquerda deste ano, já dividia informações e análises de cenários.

O QUE TEMOS EM SANTA CATARINA

UNIÃO BRASIL E PSD – Ambas as siglas já bateram martelo com Gean Loureiro ao governo, Eron Giordani de vice e Raimundo Colombo ao Senado. Pode ser a coligação com mais tempo no horário eleitoral e com maior poder financeiro para logística por causa do Fundo Eleitoral.

REPUBLICANOS E MDB – Os emedebistas aceitaram indicar o vice (Antídio Lunelli) a Carlos Moisés que irá à reeleição ao governo. Falta definir o Senado

PP – Amin tem declarado que somente não concorre se perder na convenção do partido o direito de ‘colocar o 11 na telinha’ numa referência ao horário eleitoral.

PL – Jorginho Mello aparece bem nas pesquisas e tem declarado que a tendência é puxar um empresário de Joinville como vice. Ele aposta no apoio de Bolsonaro. E fala até em vencer no primeiro turno, numa disputa que tem Moisés à reeleição.

PT – Décio Lima é a crença petista de que é possível colocar o partido pela primeira vez no comando do governo em SC. PC do B já sugeriu a ex-deputada Ângela Albino de vice. Merísio, de expressivo espólio eleitoral de 2018, está no projeto com Décio. Inclusive para não disputar nenhuma vaga.

PSB E PDT – Já exteriorizamos a sinuca de bico imposta a Dário Berger e a possibilidade dele tentar se unir ao PDT e viabilizar uma chapa.

PSDB – Por causa do tempo no horário eleitoral, é uma sigla muito querida pelos candidatos. Não tem nome com fortidão para lançar candidato a governador. Mas se o projeto de Amin se viabilizar, há quem veja os tucanos no mesmo galho.

NOVO Odair Tramontin é o nome escalado pelo partido que não pretende usar o Fundão na campanha. O Novo tem deputado federal e administra a maior cidade de SC.

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