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CPI manterá assunto sangrando

VEREADOR LEANDRO LEMOS (PL) ANTECIPA QUE HÁ ASSINATURAS PARA ABRIR A CPI DO MENSAGEIRO DAS ÁGUAS EM LAGES

A versão paroquiana do watergate está longe de sossegar no noticiário. Isso se depender dos vereadores de oposição que receberam a adesão oportuna de Nei Casa Nossa. Ele votou pelo impeachment do prefeito Ceron (pedido foi rejeitado) e está sendo apontado como a sexta assinatura que faltava para a abertura de uma CPI para investigar mais a fundo as questões que envolvem a Semasa, situação que levou à prisão de cinco lageanos, inclusive prefeito e secretários.

O QUE PRECISA PARA ABRIR UMA CPI?

Além da quantidade mínima de assinaturas (6 em um requerimento) é preciso que ela trate de fato determinado e com prazo certo (120 dias, prorrogáveis). E o fato determinado é inconteste diante da realidade posta no noticiário. Ainda no recesso o vereador Jair Júnior (Podemos) tentou abrir o procedimento na Câmara de Lages, mas barrou na falta de assinaturas suficientes. A senha para dar andamento a isso veio na troca de lado do vereador Nei Casa Nossa que, até então, votava com o Paço.

QUEM SERIAM OS SEIS DA CPI

Bruno Hartman (Podemos)

Elaine Moraes (Cidadania)

Jair Teixeira Júnior (Podemos)

Leandro dos Amendoins (PL)

Nei Martins (Republicanos)

Suzana Duarte (Cidadania)

Três dos vereadores de oposição que darão trabalho ao presidente Freitinhas se a CPI for instaurada

ONDE PODE CHEGAR UMA CPI?

Via de regra o trabalho da CPI vai apurar aquilo que o Gaeco está apurado. Entretanto, os vereadores mirando exclusivamente questões de Lages, podem aprofundar aa investigação ouvindo testemunhas, solicitando documentos e até perícias para averiguar a profundidade do escândalo que rendeu as prisões.

ALÉM DO MAIS…

A CPI mantém o assunto na pauta e no noticiário, causando desgaste sem precedentes à administração municipal. Considerando ainda que os vereadores que articulam a CPI não estão errados, muito pelo contrário. Até porque se eles podem fazer isso e não fazê-lo, podem estar se omitindo. É o poder/dever de uma tarefa cuja incumbência de fiscalizar é deles mesmos. Inclusive porque no expediente da Câmara já ocorreram vários pedidos de informações sobre desconfianças relacionadas à Semasa. E aquilo que chegava ao legislativo de resposta era sempre inconclusivo.

Com a CPI, a ideia é ter respostas conclusivas!

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