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Simproel: 6% e o fim do Estado de Greve

“Somos professores, e temos consciência da nossa responsabilidade enquanto cidadãos. Decidimos suspender as manifestações, e vamos deixar que o prefeito defina o que o professor merece, e que os vereadores deem a devida legalidade ao projeto de lei”.

Pregação acima foi da presidente do Simproel, Elaine Moraes, durante a assembleia realizada na segunda-feira que discutiu a questão da reposição salarial

INFORMAÇÃO OFICIAL

Oficialmente a informação foi de que “a categoria compreendeu que o momento demanda cautela devido a ameaça do novo coronavírus e decidiu suspender temporariamente as manifestações para evitar concentração de pessoas. Diante do cenário, a pauta do reajuste não foi colocada em votação, e os profissionais deixaram a decisão do índice para o poder executivo, que inclusive já encaminhou o projeto para a Câmara de Vereadores”.

AINDA A RESPEITO

Desde o princípio o prefeito Ceron disse que não pagaria mais que 6% de reposição ao magistério. E para evidenciar valorização de todos os servidores, estendeu o percentual aos demais funcionários públicos municipais. Não via razão para dar 6% aos professores e menos que isso ao varredor de rua, ao funcionário da área de Obras, da Saúde e assim por diante. O Simproel liderou a rejeição, inclusive com a suspensão das atividades na quinta-feira, 12.

SEIS POR CENTO

Mesmo antes da reunião do Simproel ontem à noite, o prefeito Ceron retirou o projeto de reposição de 4,48% que havia protocolado na semana passada e colocou outro com 6%. Percentual esse que ele havia acenado desde o princípio. O Simproel chegou a argumentar a questão do piso dos ACT (aqueles contratados temporariamente). Porém, esses recebem, considerando o edital de processo seletivo R$ 3.108,00. Tal valor é superior aos R$ 2.884,00 previsto no novo piso.

DIANTE DISSO

Os vereadores votam hoje a reposição dos 6% ao magistério. Como foi líder do governo na Assembleia Legislativa na época que Ideli Salvatti era presidente do Sinte, Ceron tem experiência na lida com o assunto. Daí que prevaleceu aquilo que a análise técnica da retaguarda visualizou como possível de conceder ao magistério. “E para que não se propague conteúdos falsos, na nossa gestão o magistério sempre teve ganho real (acima da inflação) e ainda restituímos o vale alimentação. Isso pode não ser reconhecido, mas há valorização à categoria”, cita o prefeito Ceron.

Vereadores se reuniram para discutir o projeto de reposição. Mas eles não têm poder para estabelecer percentual. Se o fizeram o projeto teria vício de origem. O projeto que está na Câmara é de 6%.

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