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Simproel: Contraponto do protesto

PROFESSORES SUSPENDEM ATIVIDADES NESTA QUINTA, 27. PROFESSORA OBSERVA QUE O ATO É UMA FORMA DE CONSCIENTIZAR TAMBÉM OS ESTUDANTES

Embora acreditando estarmos do mesmo lado, que é a valorização da categoria e melhores condições de ambiente de trabalho, uma professora da rede municipal de ensino não gostou da observação de que, na suspensão programada para amanhã, o ato reflexe na rotina dos pais das crianças matriculadas na rede municipal:

“Só para lembrar que a escola há muito tempo deixou de lado seu caráter puramente assistencialista de ‘cuidar’ dos filhos enquanto os pais trabalham. Portanto, sua crítica não encontra respaldo na realidade do processo educacional atual, tendo em vista que administrar questões relacionadas aos filhos é responsabilidade dos genitores”.

NA VERDADE, NÃO É BEM ISSO

Primeiro porque não há uma crítica ao ato de protesto. É preciso lutar com as armas que se tem. E a arma do profissional de Educação é seu conhecimento e o labor. E suspender esse labor é uma forma de pressionar pela melhoria buscada. A sociedade precisa apoiar a causa daqueles que formam e transformam a vida das pessoas. Nunca nos recolhemos disso, até porque, temos também formação no magistério e entendemos a luta da categoria.

Segundo que a escola nunca teve caráter puramente assistencialista de cuidar dos filhos, enquanto os pais trabalham. O ambiente escolar, principalmente nas séries iniciais, permite esse fôlego aos pais. E de fato, administrar os filhos é tarefa dos genitores. Mas em comunidades carentes onde os pais se recolhem da tarefa e a escola fecha a porta, o desiquilíbrio aumenta. Mas isso é debate para um semestre de Ciências Sociais.

PEDAGOGIA DO PROTESTO

A respeitada professora e internauta também observa com razão que: “Estamos ensinando nossos estudantes a lutarem por seus direitos de um modo digno ou respeitoso. Os professores lutarão não só por seus salários, mas por respeito, segurança e condições mínimas de trabalho com recursos e investimentos que há muito não têm”.

E SE ANUNCIA MAIS…

“E se não tiverem as reivindicações atendidas não será uma paralisação de somente um dia, mas uma greve muito maior que virá”.

E a gente reforça com o respeito que a causa merece que amanhã é dia, não de cruzar os braços, mas de rumar ao Paço e chamar a atenção para a realidade posta pela categoria tratada, de certa forma, com indiferença pelos gestores municipais.

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