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Situação caótica na saúde de Lages

UPA FICA LOTADA COM PACIENTES E ACOMPANHANTES. CASOS DE INFLUENZA CRESCEM. E A PREFEITURA MISTURA EM UM MESMO AMBIENTE CONTAMINADOS COM COVID-19 E PESSOAS COM GRIPE NORMAL

Um conjunto de fatores instalou um verdadeiro caos no atendimento às pessoas na área da saúde em Lages. E esse caos não se resume, mas se ilustra com a seguinte realidade: Em um mesmo ambiente onde cabem 30 pessoas, estavam mais de 60 durante a tarde de segunda-feira, 20. Entre essas pessoas, gente com diagnóstico já positivo para a Covid-19 que fora em busca de atendimento médico. A profissional, atendente na triagem, cansada da mesma indagação, perguntada se não erra errado misturar pessoas com Covid-19 com aqueles que têm só gripe ou outra enfermidade, respondeu:

– É isso que fazemos. Não está bom, vai reclamar com o prefeito!

O ambiente dentro da UPA. Espaço para 30 pessoas com mais que o dobro da ocupação. Gente contaminado com Covid-19 aguardando no mesmo ambiente pelo atendimento.

NÃO É COISA DE DEPOIS DA FESTA DO PINHÃO

Numa transmissão ao vivo da UPA a página Notícias Online recebeu ponderações de que esse caos está sendo mostrado só agora, depois que passou a Festa do Pinhão. Mas não é verdade. Na semana passada, a semana da Festa do Pinhão, todos os dias houve registros e ponderações sobre a situação complicada na UPA. Chegou ao ponto, em um dos relatos da semana passada feito por uma mãe (ela se identificou como Natali) que levou a filha às 21 horas para atendimento na UPA. A criança e a mãe somente deixaram o local às 6 da manhã do dia seguinte. Faltam médicos, falta celeridade para reduzir a fila de espera, sobram queixas. E o povo não tem opção, exceto a espera angustiante.

Esse registro é da tarde de segunda-feira, 20. Não há exagero nos relatos. Há lamento. As pessoas não podem ficar reféns desse tipo de situação.

CONTRAPONTO DO SECRETÁRIO DE SAÚDE

Na verdade o secretário Claiton Camargo de Souza (Saúde), nem respondeu para ser publicado. Mas o que ele aponta é um contraponto em relação a essa realidade visivelmente caótica. Cita que as segundas-feiras, historicamente, são de movimento intenso, agravado hoje por ser uma pós-festa. “A demanda é muito alta. E embora grande parte dos atendimentos não sejam urgentes, se estão lá devem ser atendidos”.

SECRETÁRIO CLAITON ADMITE…

“O grande problema da UPA nesse momento, além da dificuldade de aumentar equipes, é que não seria esse caos se tivéssemos mais profissionais, principalmente médicos (sejam para as UBS quanto para ampliar o atendimento de urgência). O secretário de Saúde aponta que o prefeito Ceron já autorizou, inclusive antes da Festa do Pinhão, a abertura de um ambulatório de síndromes gripais no Tito Bianchini. “Mas não abrimos ainda por falta de médicos. Inclusive a estrutura está toda pronta”.

Esse gráfico aponta o atendimento diário na UPA no mês de junho até o domingo, 19. Observe que o atendimento é elevado todos os dias. No dia 6 de junho, por exemplo, a primeira segunda-feira do mês foram 717 atendimentos adultos e infantis, fora os 17 pacientes atendidos na odontologia.

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