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Sobre a realidade do LagesPrevi

INDEPENDENTE DO CONCEITO, TODO MÊS SÃO MAIS DE R$ 2 MILHÕES DA ARRECADAÇÃO MUNICIPAL QUE SE DESTINAM PARA CUSTEAR A DIFERENÇA ENTRE A ARRECADAÇÃO E O CUSTEIO

Internauta que se diz servidor municipal de Lages envia dos comentários de forma (quase) anônima atacando o emissor e não a mensagem explicando que aquilo que existe é déficit e não rombo. E observa que déficit é a “diferença entre o que foi previsto para atender a certa demanda e o que existe na realidade”.

ENTRETANTO

Embora seja um debate desnecessário, porque só quem não tem culpa pelo fato da arrecadação municipal aportar todo mês mais de R$ 2 milhões para cobrir a diferença é o servidor, aquilo que o anônimo envia como conceito de déficit não se aplica à realidade do LagesPrevi. Se déficit é a diferença do que foi previsto para atender certa demanda e a realidade, é bem aí que reside o rombo. Ocorre que não houve previsão de recursos para atender a demanda necessária para custear aposentadorias e pensões. E daí se estabeleceu o rombo.

ATENTE-SE QUE…

Desde o princípio, agora e sempre, jamais se deve vilanizar o servidor público municipal, como esse fosse o culpado pelo que acontece. Pelo contrário, o funcionalismo é vítima. Um sistema desses não causa tamanha desigualdade, exceto se situação adversa a tenha gerado. E embora essa conta (a diferença entre o arrecadado e o custeio) seja de toda a população porque é para ela que o funcionalismo público atua, houve inconsistência de gestão para chegarmos a essa realidade.

SIM, TEM DOIS FUNDOS

Sempre oportuno observar que o sistema previdenciário do LagesPrevi tem um fundo deficitário e outro superavitário. E talvez será na análise dessa situação (dos dois fundos) que se chegará a uma solução para equilibrar as contas e, principalmente, não penalizar em demasia o servidor inativo, na hora de fixação de tetos e percentuais a serem estabelecidos na reforma da previdência. A gente insiste que só quem não tem culpa – e não deve pagar uma conta amarga para equilibrar as despesas – é o servidor, seja o ativo, inativo ou pensionista.

DAÍ QUE…

Com rombo ou déficit, o fato é que a busca do equilíbrio é fundamental. E sem colocar o servidor municipal como vilão, porque é esse que, através de seu trabalho, faz acontecer aquilo que é atribuição do poder público do município. Inclusive, uma proposta na reforma da previdência do prefeito nomear entre servidores efetivos o superintendente do LagesPrevi é de uma pertinência enorme. Até porque, ninguém para trabalhar e proteger o sistema melhor que aquele que vai depender do sucesso do seu trabalho, quando na aposentadoria.

São pouco mais de 2 mil servidores integrando os dois fundos previdenciários do município. Um deles superavitário, o outro com déficit mensal superior a R$ 2 milhões. O equilíbrio se faz necessário, mas a culpa por esse desencontro de contas não é do funcionalismo

LEIA MENSAGEM DO HUAN ICARO

NOS COMENTÁRIOS DESTE POST

“Uma proposta para resolver o problema dos fundos é a unificação do estatuto e a implementação do sistema de progressões, com isso seria mais simples tomar medidas que dessem equilíbrio a esses fundos. Enquanto continuar (ilegalmente) havendo dois estatutos, não há como resolver a questão”.

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2 thoughts on “Sobre a realidade do LagesPrevi”

  1. Uma proposta para resolver o problema dos fundos é a unificação do estatuto e a implementação do sistema de progressões, com isso seria mais simples tomar medidas que dessem equilíbrio a esses fundos.

    Enquanto continuar (ilegalmente) havendo dois estatutos, não há como resolver a questão.

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