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Sobre mudanças no elenco da Clube FM

(Não iríamos tocar no assunto por respeito aos colegas saintes. Como temos sido provocados, lá vai o que a gente pensa sobre fatos e atos que dominam as redes sociais)

DIAS DESSES NA PELEIA…

– Olha Coso! Quando a gente quer escrever o que quer, recomendado é criar o próprio jornal. Mas quando se tem o jornal nem sempre conseguirá escrever o que quer!

Tais palavras me ensinaram uma das lições para vida na área de imprensa. Saudoso seu Baggio, com quem trabalhei e aprendi ao longo de 1996 a 2001 foi o autor dos dizeres acima. Ele se referia a uma reclamação por conteúdo que escrevemos na coluna dominical mantida no não menos saudoso Correio Lageano.

SOBRE OS LIMITES

A lição é sobre limites que se impõe por circunstâncias diversas na atuação jornalística. Há limites do ponto de vista jurídico, econômico, religioso, ético e assim por diante. Falar em imprensa livre e imparcialidade soa tão bonito quanto relativamente fictício. E se alguém sonha chegar a um meio de comunicação de massa e exercer a atividade sem limites, melhor acordar desse sonho.

 

ASSUNTO DA SEMANA

Debate tem sido sobre aquela que produz conteúdo, a Clube FM. A gente tem noção do que é a gestão da emissora. A rádio, ao contrário do que alguns propagam, não demitiu Daniel Goulart e tão pouco Vantuir Rech. Este deixou a emissora porque quer ganhar mais. Direito inconteste. Já Daniel quis a emissora revendo o que considera pressões externas à linha editorial que o destaca. Tal qual Vantuir, infelizmente, Goulart pediu para sair. Perde ele, perde a comunidade e a emissora.

LOGO 

Politizar o episódio é desconhecer o todo. Inclusive porque quando o colega Daniel Goulart cortou o microfone do prefeito ano passado, numa entrevista ao vivo no estúdio, a emissora não o desautorizou. O contexto justificou. Cortou-se relações (inclusive publicitárias) por quase um ano com o poder público municipal.

INCLUSIVE

Embora substancial para a realidade de mercado local, o faturamento da Clube FM é pequeno perto do que fatura o segundo maior grupo de comunicação de SC. E embora todos os clientes sejam únicos, importantes e necessários, não é por causa de um parceiro comercial que o grupo arruinará suas metas. Se na época (do corte do microfone) não se rendeu à pressão do poder econômico, isso não aconteceria agora da mesma forma.

POLITIZAÇÃO

João Cardoso (o bom velhinho que me chama de ridículo), citar que quem demitiu Daniel Goulart foi Ceron e não Amaral não é verdade. E nem lhe chamo de mentiroso porque respeito sua história e histórico. “E vou provar isso”. Disse Cardoso. Não vai provar vereador, por uma razão: Daniel não foi demitido. Criou-se uma situação e o comunicador pediu para sair. Aliás, decisão que se quer tem dedo de Roberto Amaral.

ENTÃO

Tenho 22 anos de firma. A paixão pelo rádio nos move na Clube FM. Mas conhecemos nossos limites. E se a gente der um passo além, não tem duas décadas de serviços prestados que segurem. É assim. Há gestão na emissora e há limites. Tudo convergindo para a ideia ouvida por Roberto Amaral do Comandante Mourão: Uma rádio para governados e não para governantes. E assim a gente se cuida porque para dizer o que quer, só se for dono de rádio. E quem é dono de rádio, em regra, não diz o que quer.

E ao longo desses 73 anos de história, algo é certo: pessoas são importantes na ajuda para construir a história da emissora, mas elas passam e a tradição da Clube FM permanece.

EM TEMPO

Inclusive, o próprio dono da emissora foi candidato a prefeito (2016) e nem isso arranhou a postura de isenção que sempre se procura dar na linha editorial. Se atravessou aquele ‘mar político’ da campanha de 2016, esse ‘córrego’ deste ano não vai fazer nem água!

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1 comentário para: “Sobre mudanças no elenco da Clube FM”

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