Geral

Surpresa a cassação de David Moro

SURPRESA PELO FATO DE, APESAR DE UM ESQUEMA TÃO BEM MONTADO, ELE NÃO TER SIDO ELEITO. SÓ ISSO!

A sentença do Juiz Ricardo Alexandre Fiuza, titular da 21ª Zona Eleitoral da Comarca de Lages relata em detalhes o esquema apurado por investigadores do Gaeco e apresentado nos autos pelo Ministério Público Eleitoral. Houve uma autorização judicial prévia da 2ª Vara Criminal da Comarca de Lages que, diante de fortes indícios, autorizou a intercepção telefônica do então candidato à reeleição Davide Moro (MDB).

TRECHOS DA INVESTIGAÇÃO

“Ao ser questionado pela eleitora acerca do favorecimento, o representado, já desconfiado de eventual interceptação telefônica, repreende, aduzindo para não falar sobre o vale-combustível (- Não fala!). Sendo que a eleitora espantada questionou se não tinha mais, tendo o candidato desconversado e pedido para aguardar no local, pois já estava chegando”.

“… Em outra ligação interceptada entre o representado e a eleitora acima apontada, o candidato, ciente da ilicitude da sua conduta, afirma não poder falar ao telefone (- Passe lá no comitê, eu não posso falar por telefone, já te falei). E, em outra ligação com a mesma interlocutora, de pronto alerta
mencionando: ( – Não fala, só escuta!) Em seguida, diz já estar chegando e questiona onde a interlocutora está…”.

MODUS OPERANDI QUE FOI

CONSTATADO PELO GAECO

A sentença detalha o teor da investigação, apontando que “durante o monitoramento, constatou-se que alguns veículos estiveram no local para serem plotados e outros que por lá estavam já tinham a plotagem do investigado. Destes, dois chamaram a atenção da equipe pela dinâmica apresentada. O veículo Hyundai HB20 (cita-se a placa), foi plotado em frente à residência do representado Davide Moro e deixou do local. Nesse ínterim, o representado chegou no veículo VW/FOX, e, na sequência, o veículo HB20 retorna, o motorista (nome é identificado) entra na residência, fica alguns instantes e retorna para o veículo, tendo como destino imediato, o Auto Posto Chaplin. Ao chegar no local do abastecimento, estacionou junto à bomba de gasolina comum e, de posse de um “vale”, abasteceu o total de
R$ 40,00″.

AINDA NA SENTENÇA

O Magistrado aponta que na prestação de contas de Davide Moro, nas informações que vieram aos autos, não constam gastos com combustíveis no referido posto. Todos os ‘beneficiados’ pelo vale combustível são identificados no processo. Davide teve os direitos políticos suspensos por 8 anos (somente poderia concorrer numa eleição municipal em 2032) e o mandato como primeiro suplente cassado.

CABE RECURSO

Naturalmente que não se trata de uma decisão com caráter definitivo. Davide Moro pode recorrer ao TRE/SC e, em não obtendo o êxito esperado, pode buscar reforma da sentença no âmbito do TSE.

Moro (o de Lages) e uma decisão no âmbito da Justiça Eleitoral que lhe cassa direitos políticos por 8 anos e impede que, caso abra a vaga, assuma como vereador na atual legislatura por causa da cassação, decisão passível de recurso

REFLEXO NO MDB

Com a cassação de Davide Moro, passa para a vaga de primeiro suplente do MDB no legislativo, o policial da reserva Sargento Sobrinho. Ele havia ficado como segundo suplente. Numa eventual engenharia do Paço, chamando Aldori Freitas (o vereador eleito do MDB) para o colegiado, assume Sobrinho no legislativo lageano.

Sargento Sobrinho se torna, em se mantendo a cassação de Moro, o primeiro suplente do MDB na Câmara

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *