Geral

Tereza Ramos: Lages ‘sem alas’ pela nova ala

Há um ruído desnecessário nessa coisa do possível anúncio da ativação da nova ala do Hospital Tereza Ramos. A providência está para ser anunciada – façamos figa – numa audiência pública marcada na Câmara de Lages esta quarta-feira, 18. A polêmica decorre do fato de que o vereador Lucas Neves (PP) estaria puxando para ele a providência. Bobagem de quem pensa isso. Se Lucas Neves tivesse mesmo esse poder, por certo lá em janeiro deste ano já teria corrido atrás e resolvido isso. Há um esforço do referido vereador, mas ele, como os demais, tem o poder limitado à atuação.

ENTRETANTO

Precisa que fique claro que as famílias daquelas dezenas de pessoas que ficam ‘internadas’ na UPA à espera de leito hospitalar não querem saber se quem está tornando isso possível é uma articulação do meu dileto amigo Calça Larga, do Pelezinho lá do Gethal ou de outro líder político ou comunitário, que no caso seria o esmeraldino de Lages, o Lucas Neves. O importante é que se dê passo para que a ala planejada e pensada para disponibilizar mais leitos, entre em funcionamento.

OUTRA COISA

Retirem qualquer carga de crítica ao fato de Colombo ter pensado essa obra. Aos que a chamam de elefante branco não fazem ideia de que ela chega a ser ainda pequena perto da necessidade. Lages e a Serra precisam dessa obra desse tamanho e ainda maior para atender as necessidades de pacientes de 82 municípios. A obra foi bem vinda, como será o início das operações da nova ala. A gente torce que seja meio devereda, embora não tenha tanto otimismo assim.

AUDIÊNCIA

A providência da Câmara de Vereadores, liderada pelo vereador Vone, puxando o assunto para o parlamento lageano é importante. Prefeito Ceron disse que foi convidado e lá estará. Porque além das pessoas que precisam de internamento, o próprio município tem interesse na estrutura funcionando para desafogar a UPA. Ademais, a relação de Ceron com o governador Carlos Moisés tem sido amistosa e de parcerias, em nome de uma razão maior que é a cidade.

LOGO

Que venha a audiência, debates, pedidos e respostas. Mas nada de artilharia contra o governador Carlos Moisés. Por uma razão simples: Raimundo Colombo já discursava que briga política não constrói escola e nem hospital. Logo, sigamos o ensinamento do ex-governador, afastando ideias de brigas e trilhando um mesmo objetivo que é dar ao cidadão que busca internamento, a possibilidade de encontrar leito sem ficar no purgatório da espera.

Ceron e Carlos Moisés têm relação amistosa com o gesto do governador em manter o repasse de convênios assinados na cidade. Gesto que deve se confirmar também em relação a soluções para o funcionamento da nova ala do Hospital Tereza Ramos. Embora, admitamos, aquela ala não funcionará da noite para o dia, visto que quando se trata de saúde, não se pode atuar com improviso.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *