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TJ/SC: Fraude superior a R$ 500 mil em Lages

Gaeco deflagrou ação de investigação a partir de inconsistências verificadas pelo próprio sistema de depósitos judiciais, o SideJud. O foco era identificar a origem da expedição de alvarás de pagamento sem que isso partisse de decisão judicial, que é o praxe. Constatou-se que uma servidora, chefe de cartório da 4.ª Vara Cível, estaria praticando os atos.

TRÊS PRESAS

A servidora teria agido e envolvido a irmã e a mãe, as quais receberiam depósitos dos valores desviados, principalmente de processos antigos, alguns sem movimentação. Confirmada a fraude, as três suspeitas foram presas. A servidora e a irmã ainda estão presas nesta segunda-feira, 15. A mãe já foi liberada após ser ouvida.

INTERNAS DO TJ/SC

Ao se verificar as inconsistências de dados, teria ocorrido um trabalho do controle interno do próprio Judiciário para se constatar as anormalidades. O Judiciário Catarinense recorreu ao Sistema Busines Inteligencia que cruzou os dados e chegou até a origem da fraude.

Episódio de desvio de recursos no Fórum de Lages foi constatado no cruzamento de dados

NOTA OFICIAL APONTA QUE…

“Todo o material coletado pela equipe técnica do Judiciário possibilitou a deflagração da operação para identificação e responsabilização dos envolvidos, que responderão por seus atos nas vias judiciais e administrativas. O levantamento e cruzamento de dados nos diversos sistemas operados pelo Judiciário, através das ferramentas tecnológicas disponíveis, é prática rotineira em âmbito estadual e já começa a dar seus primeiros resultados no sentido de apurar eventuais inconsistências e fortalecer os mecanismos de controle”.

MAIS DE MEIO MILHÃO

De acordo com as informações a prática pode ser sido iniciada em 2014 e os valores dos alvarás falsos totalizam pelo menos R$ 526.000,00. Além da prisão, os bens da servidora foram bloqueados para garantir ressarcimento futuro. Além de responder ao processo, em se configurando os atos, ela poderá até perder a função onde trabalhava desde 2006.

Juiz Ricardo Alexandre Fiúza (esquerda), Diretor do Fórum e o Juiz Leandro Passig Mendes, titular da 4.ª Vara Cível da Comarca de Lages, falaram sobre o episódio na manhã desta segunda-feira, 15, durante coletiva à imprensa

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