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Uniplac: Sobre comemoração e gratidão

Embora convidado, as correrias impediram que acompanhasse a solenidade e as homenagens que marcaram os 60 anos da Uniplac. Evento reverenciou as primeiras turmas, primeiros docentes, criando um clima emotivo que sensibilizou a todos no Marajoara. Quando se fecha seis décadas de atuação tal marco é significativo para homenagear quem ajudou construir (e até reconstruir) a história da universidade. Mas é nesse ponto que alguns dos presentes estranharam o que conceituam como certa ingratidão.

DO QUE ESTAMOS FALANDO

Relatamos a partir do que ouvimos daqueles que testemunharam as homenagens, sem retirar o mérito da iniciativa e da grandiosidade do acontecimento. Prefeito Ceron até discursou. Mas ao longo das 2 horas do evento, não teria ocorrido uma única referência de agradecimento à Prefeitura de Lages. Dispensa comentários o significado do poder público municipal na história e no histórico da Uniplac.

EXEMPLO NESSE SENTIDO

Quando capengava e precisou até de intervenção, operada pelo então prefeito Renatinho, a Uniplac foi socorrida pela Prefeitura. Lá aportou Walter Manfrói (o diabo loiro para alguns e salvador da pátria uniplaquiana para outros). Foi ele, por articulação da prefeitura, que trouxe a Uniplac de volta ao jogo, cortando gastos, parcelando e pagando débitos. No ato dos 60 anos Manfrói apareceu como representante da Amures e só isso. Sobre o papel da prefeitura naquele momento doloroso e em outros, nada.

Prefeito Ceron até discursou, mas nada de reconhecimento ao papel da Prefeitura de Lages nos feitos da Uniplac

LEMBRANÇA DE LIDERANÇAS

Para a liberação do IR que deu fôlego à Uniplac, precisando de articulação no DF, desde os primórdios atuou o então Senador Raimundo Colombo. Depois se tornou governador e aportou na instituição em seu governo pelo menos R$ 15 milhões, incluindo obras e convênios com o Midilages. Nos 60 anos comemorados no ato foi como se Colombo não tivesse existido. E não só ele!

POSTURA GIGANTE

Não há como deixar de reconhecer o papel da Uniplac na história de Lages e da Serra. Mas em respeito aos que ajudaram nos momentos bons e ruins, quando se propõe a uma homenagem, ignorar pessoas e instituições, passa a impressão de ingratidão. É como se a nova geração de gestores entendesse que aquilo que existe é fruto do que estão fazendo agora, dando as costas ao que se construiu (e se enfrentou) para chegar até aqui. E para quem quer ser gigante, carece de ter postura de gigante!

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