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Usina Paiquerê ‘menos agressiva’

EMPREENDIMENTO NO RIO PELOTAS PRESERVARIA 87% A MAIS DE VEGETAÇÃO EM RELAÇÃO AO PROJETO DE 2013

Durante a reunião técnica que discutiu a questão das usinas (Paiquerê e PCHs) na Serra Catarinense, a engenheira Priscila Pessini, da empresa Estelar, apresentou o andamento da revisão dos estudos de inventário hidrelétrico do Rio Pelotas. Esse estudo se direciona à implantação da Usina Hidrelétrica Paiquerê. E o objetivo é reduzir os impactos socioambientais identificados no processo ambiental.

PAIQUERÊ INTERFERINDO MENOS

NO ECOSSISTEMA DO PELOTAS

Entre as alternativas estudadas, a que foi selecionada representa uma preservação de 87% de vegetação nativa comparada ao estudo inicial, o qual teve sua licença prévia indeferida em 2013. Este estudo atualizado também priorizou a não inundação do sítio arqueológico Passo de Santa Vitória que, naquele de oito anos atrás, previa o desaparecimento da passagem histórica, com a cogitação de transferência de remanescentes do espaço.

Nós sobrevoamos há oito anos (e essa foto é de 2013) exatamente o local onde seria levantada a Usina Paiquerê. O empreendimento seria construído nessa curva do Rio Pelotas logo acima da localidade de Santo Cristo em direção à Coxilha Rica

QUATRO PCHS E INVESTIMENTOS

DE QUASE MEIO BILHÃO DE REAIS

Gustavo Plieski, do Grupo H2O, apresentou na reunião técnica realizada na Acil os dados referentes a implantação das PCH Malacara, PCH Gamba, PCH Antoninha e PCH São Matheus ao longo do Rio Lava Tudo. Os quatro empreendimentos deverão produzir uma média de 36,94 MW, com um investimento total de pouco mais de R$ 420 milhões. Estas PCH’s estão aguardo a aprovação das licenças ambientais, que já estão protocoladas no IMA (antiga Fatma).

Embora não detenha fortes correntezas (e isso não é necessário), o rio Lava Tudo (esquerda no registro) tem potencial para quatro PCH onde seriam investidos R$ 420 milhões. Os projetos estariam dependendo de aprovação do IMA

SUGESTÃO E ALERTA

Procurador da República, Nazareno Jorgealem Wolff, que acompanha as tratativas destacou a importância destes projetos para Lages. Sugeriu que se mantenha melhor interlocução entre as empresas que estão a frente destes projetos, órgãos públicos e entidades empresariais, para evitar possíveis entraves na implantação dos projetos. “A Serra Catarinense é a fronteira do desenvolvimento e com essa retomada da economia precisaremos muito mais dessa energia limpa. É preciso prevenir um apagão futuro”, alertou o presidente da Acil, Carlos Eduardo de Liz.

Este é um registro aéreo (de uns 10 anos atrás) do Passo de Santa Vitória (do lado de cá SC e de lá é RS). No projeto arquivado da Usina Paiqueré faz 8 anos, todo esse local seria alagado. No novo estudo, não haveria impacto tão severo nesse local histórico (embora abandonado)

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