Obras

Lages: O que há de real em rede de esgoto?

Encontro Benjamin Schultz e vou logo fazendo um tira-teima sobre os percentuais de cobertura de esgoto na área urbana de Lages. Naquele estilo conciliador, vai logo compartilhando dados, mas deixa claro que não quer polêmica. “O Jura é meu amigo e está fazendo o trabalho dele”, cita numa referência a Jurandi Agostini, atual comandante da Semasa.

PERCENTUAL EXATO

Ao contrário do que noticia o Paço de que, com o término do Complexo Ponte Grande, Lages saltará de 20% para 80% na cobertura de captação e tratamento de esgoto, os índices não são esses. “Quando iniciamos as obras no Complexo Araucária, depois do que foi feito de rede ali no São Cristóvão e Sagrado, ainda pela Casan, Lages tinha 21% da área urbana com rede de esgoto”, confirma Benjamin Schultz. Aponta que quando terminar o Complexo Ponte Grande – mas todo o teor do projeto – a cidade chegará a uma cobertura de 65%.

PONTE GRANDE ATÉ O GUARUJÁ

Conversando com Benjamin Schultz se percebe que ele tem na cabeça cada detalhe dos projetos e obras da rede de esgoto em Lages. Cita, por exemplo, que para chegar a esses 65% de cobertura da rede na cidade, é preciso concluir todo o projeto do Complexo Ponte Grande. “E isso inclui uma captadora lá nos trilhos (no final do bairro Dom Daniel) para onde será deslocado o esgoto do bairro Guarujá”. Esse projeto, portanto, vai além da BR-282, e também além da própria rua 31 de Março.

OUTRAS REGIÕES DE LAGES

Insistimos com Benjamin Schultz sobre outras partes da cidade ainda sem rede de esgoto. Aponta que havia previsão de uma estação coletora na região do bairro Santa Mônica. “Lá inclusive deixamos o projeto pronto”. Aponta que outra região que não tem rede – e nesse caso nem projeto – é do bairro Santa Helena, o mais populoso de Lages. “Ali prospectávamos um sistema para tratamento no Caça e Tiro e não no Araucária”.

DO COMPLEXO ARAUCÁRIA

Lembra Benjamin, sempre a título de informação e não contestação, que quando deixou a Semasa, a rede de esgoto para o Complexo Araucária estava com 35 quilômetros executados. “Faltavam entre 4 e 5 km para cobrir toda a extensão”. Ele observa que além das ações nos bairros da parte sul de Lages, houve construção da rede no Bela Vista, parte dela do presídio, além das chamadas elevatórias.

PROJETO DE RENATINHO

O ex-secretário da Semasa recorda ainda que a concepção dos projetos dos complexos Ponte Grande e Araucária foi da gestão Renatinho. “E as obras somente iniciaram na administração seguinte. Houve uma evolução muito grande e continua havendo”.

Longe de querer transformar o tema num debate, Benjamin Schultz nos passou as informações, inclusive a partir de nossa abordagem, para termos uma visão mais clara dos investimentos em saneamento e esgoto na área urbana de Lages

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