Polícia

DIC conclui que policiais eram ‘justiceiros’

DIC – Divisão de Investigação Criminal de Lages – comandada pelo delegado Sérgio de Souza, expediu documento relatando detalhes da investigação que resultou na prisão preventiva de três policiais militares, que estão recolhidos no quartel do 6.º BPM, e uma quarta pessoa que não possui vínculo com a Polícia Militar. Além de detalhar o trabalho realizado, o relato da DIC aponta que:

“A motivação do crime se deu devido os agressores atuarem como justiceiros, pois devido a vítima possuir antecedentes criminais por envolvimento com delitos contra o patrimônio, e nunca permanecer preso, os investigados resolveram agir por conta própria e realizar vingança privada, utilizando-se de meio cruel e tortura para executá-la”.

CRIME HEDIONDO

A nota expedida pela DIC encerra apontando o enquadramento que a autoridade policial deu ao delito praticado pelo quarteto que, além de homicídio qualificada, configura crime hediondo, previsto na lei n.º 8072/90. Em se configurando esse enquadramento na denúncia do Ministério Público, os acusados não têm direito à fiança, não podendo responder ao crime – até o julgamento em Tribunal do Juri – em liberdade.

NOTA DA POLÍCIA MILITAR

Bastante econômica nas palavras, até porque cabe ao Comando da Polícia Militar apenas não silenciar sobre o fato absolutamente anormal ocorrido, a nota emitida pelo 6.º BPM aponta que:

“1 – No dia 11 de julho de 2019, tão logo tomou conhecimento dos fatos, a PMSC, por intermédio do Comando do 6º BPM, providenciou a instauração do necessário Inquérito Policial Militar e colaborou com as apurações outrora em curso junto à Polícia Civil, as quais alicerçaram a expedição dos respectivos mandados de prisão na modalidade cautelar;

2 – Cabe destacar também que já foram tomadas as medidas para o cumprimento das decisões judiciais;

3 – A instituição tem a missão constitucional de garantir os direitos e preservar a ordem pública.

4 – Por essa razão, a Polícia Militar de Santa Catarina reitera que não compactua com desvios de conduta e se posiciona de forma intransigente com a ilegalidade”.

A investigação que resultou no esclarecimento do assassinato em forma de execução foi conduzida pelo delegado Sérgio de Souza e sua equipe da DIC

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