Polícia

Homem condenado a 17 anos por feminicídio

Caso de repercussão em São José do Cerrito entre o final do ano de 2016 e início de 2017 foi julgado no Tribunal do Júri da Comarca de Lages.

Um homem de 25 anos foi condenado a 17 de reclusão por matar a mulher com um pedaço de lenha, crime qualificado como feminicídio e por ter ocorrido na presença do filho, além da ocultação de cadáver. Ele estava preso e deve continuar em regime fechado para o cumprimento da pena.

DO JULGAMENTO

Houve oitiva de seis testemunhas presenciais e ainda depoimentos em juízo no Rio Grande do Sul para complementar a apresentação do conjunto probante. O trabalho foi presidido pela juíza Aline Avila Ferreira dos Santos. O réu disse que não tinha a intenção de matar a esposa e que cometeu o crime numa tentativa de se defender de um golpe de faca. “Depois de empurrá-la e cair, deu diversas pauladas até ter certeza de que estava morta”, rebateu a acusação feita pela Promotoria.

SOBRE O CRIME

O crime ocorreu na residência do casal, no interior de São José do Cerrito, na presença do filho, de um ano e oito meses, depois de ter discutido. A defesa seguiu na linha de que o homem teria matado por forte emoção ao reagir a uma injusta agressão.

Os jurados entenderam que não foi dessa forma e ainda não reconheceram a desclassificação para lesão corporal seguida de morte e homicídio privilegiado. Os membros do Conselho de Sentença também julgaram o réu culpado pela ocultação do cadáver da mulher.

OUTROS ENVOLVIDOS

Outros dois homens, o pai e um tio, teriam ajudado. O corpo foi jogado no Rio Uruguai, entre os municípios de Campos Novos/SC e Barracão/RS e nunca foi encontrado. O pai do acusado tinha sido denunciado pelo Ministério Público. Antes de iniciar a sessão, o MP propôs a suspensão condicional do processo. Da mesma forma, ocorre com o outro homem envolvido no crime de ocultação de cadáver.

Informações e fotos Taina Borges

Núcleo de Comunicação TJ/SC – Comarca de Lages

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