Polícia

Júri: Condenação por feminicídio em Lages

Embora atendendo absolutamente o teor da legislação, o resultado do júri popular da terça-feira, 09, em Lages, tem também um sentido pedagógico. Evidencia cada vez mais que a mão pesada da justiça, a partir do entendimento da engrenagem de um tribunal de júri, aplica com severidade a lei, quando o assunto é violência contra a mulher.

O CASO EM SI

Era fevereiro de 2016 quando um homem, inconformado com o fim do relacionamento de três anos, desentendeu-se com a ex-companheira e passou a agredi-la. Golpes de faca (arma branca) atingiram a mulher nos braços, mãos, abdome, costas, fígado e pulmão. Ela somente não veio a óbito por um milagre e socorro imediato.

O DESFECHO

Tendo a juíza Aline Avila Ferreira dos Santos como presidente do Tribunal do Júri na Comarca de Lages, o desdobramento do julgamento que só terminou às 20h50min resultou numa condenação de 7 anos ao autor da violência. A pena cabe recurso ao TJ/SC. Mas a tentativa de homicídio qualificado por feminicídio com motivo torpe obteve essa condenação que evidencia que atos de violência contra a mulher não passam impunes.

Olhar atento da Juíza Aline Ferreira dos Santos na condução dos trabalhos do júri que condenou homem por tentativa de homicídio qualificado por feminicídio

FEMINICÍDIO NO CERRITO

SERÁ JULGADO DIA 30

Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Lages se reunirá novamente para julgar caso de repercussão na Serra Catarinense no próximo dia 30 de julho. Três homens sentarão no banco dos réus acusados de feminicídio e ocultação de cadáver. A denúncia feita pelo Ministério Público diz que um deles matou a vítima com golpes de pedaço de lenha e outros dois o ajudaram a ocultar o cadáver. O fato ocorreu em São José do Cerrito. O corpo da mulher não foi encontrado.

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