Polícia

PM: Postura envergonha nome de Lages

“Que ridículo! Que nojo! Vergonhoso!”

Manifestação se repete nas redes sociais e ganha o Brasil e o mundo. É o vídeo onde torcedores brasileiros induzem uma estrangeira a repetir com eles palavras de conotação sexual que ridicularizam a moça. Assunto recebe posicionamento de protesto, desencadeando revolta e até vergonha.

PM DE LAGES

Tenente Eduardo Nunes que integra o efetivo do 6.º Batalhão da Polícia Militar está entre os jovens que protagonizaram o ato nojento e reprovável. Tão ridícula quanto a postura do policial é o fato de sua atitude carimbar o nome da cidade Lages, numa época em que se tenta afastar o município do noticiário de violência contra a mulher, através de políticas públicas e conscientização.

O policial lageano aparece no vídeo (terceiro da esquerda para a direita no print mais aberto). Assunto ganha repercussão pela postura machista!

COMANDO GERAL DA PM

SE POSICIONA EM NOTA

“A Polícia Militar de Santa Catarina esclarece que:

1 – Um policial militar foi identificado como um dos integrantes que aparecem no vídeo;

2 – A corporação não corrobora com este tipo de atitude que é incompatível com a profissão e o decoro da classe; 

3 – Assim que se der seu retorno, a corporação abrirá processo administrativo disciplinar para apurar a conduta irregular do militar”.

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7 comentários para: “PM: Postura envergonha nome de Lages”

  1. Qualquer coisa viraliza na internet hoje, não se tem mais privacidade e somos todos figuras públicas, um pequeno gesto pode ser motivo para uma histeria social ou um conflito mais abrangente, os Fake News abundam e não sabemos mais o que é ético ou não. É claro que as Copas são festas e um motivo forte para extravasar e muitas vezes no afã do riso, do gozo ou da conquista fácil ou da intenção, não racionalizamos nas consequências que isso poderá ensejar. Na atualidade é tênue a separação entre o que pode constranger ou não, mas todo cuidado é pouco, pois tudo é filmado e um conservadorismo meio doentio está surgindo.

  2. Não penso que seja um conservadorismo, muito pelo contrário, isto é algo inovador, a sociedade repudiar o que antes era considerado “normal” ou “natural” que são homens assediarem mulheres à vontade, sem que nada aconteçam. E não se engane, isto é uma conquista feminina o não permitir que estes abusos sejam engraçados e motivos para risos e piadas masculinas.

  3. Fez bem a Polícia Militar em identificar e nomear o policial, até para evitar que a repercussão negativa do ato recaia sobre os demais integrantes da corporação, que nada têm a ver com o ocorrido.
    De qualquer forma, qual seria a infração praticada pelo policial e os demais?

  4. Conservadorismo doentio??Moral e bons costumes nunca são demais. Queria ver se fosse alguma parente sua, se o senhor ia ter este pensamento.

  5. “um conservadorismo meio doentio está surgindo”? Conservadorismo Névio? Como assim? É isso mesmo companheiro? O que há debaixo das raízes dos seus cabelos brancos? Desta vez vc me tira do sério amigo. fica difícil apoiar suas opiniões dúbias, as vezes. Não me venha com painho de esquerdista. Sou muito mais comunista que vc (não gosto de dizer isso mas não dá né!). Não entendo o “conservadorismo meio doentio está surgindo” neste seu comentário.
    Há … “pequeno gesto ” é? Se me engano, peço lhe desculpas então.

  6. Infelizmente o Brasil é um país onde se pratica o “dois pesos, duas medidas”.
    Recebi no whatsapp uma imagem onde compara as duas situações: esta cena ridícula e um trecho de uma música de funk, que passa nas rádios durante o dia. Esta não só tem conotação sexual como cita no refrão o sexo explícito… “Vou meter na sua b……!” “Senta caladinha”… e por ai vai.

    Comparando a reação da mídia e do público por essa música, penso que a atitude do policial pode estar sofrendo um certo exagero.

    Nós, brasileiros, que temos que absorver tudo isso, estamos sofrendo – e errando – em diferenciar o q é agressivo ou não. O que é permitido ou não. O q é aceitável ou não.
    Estamos perdendo o bom humor e tb a noção do ridículo.

    Estou generalizando, mas devemos nos incluir nessa, afinal, temos uma significativa parcela de culpa como pais e/ou educadores.

  7. J E Couto, obrigado pelo seu comentário, sou Névio Filho, nada haver com o jornalista e decano da imprensa lageana Névio Fernandes, o conservadorismo a que me referi não foi direcionado ao caso do policial, mas a questões contemporâneas mais atuais e é claro que essa expressão soou meio estranha, com se eu estivesse defendendo a turma por fazer esse ato e a providência da polícia fosse errada, mais tarde percebi que a expressão foi colocada erroneamente no texto e obrigado por questionar esta querela.

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