Polícia

Presos três PM suspeitos de assassinato

No dia 1.º de julho deste ano populares avistaram um corpo boiando nas águas do rio Caveiras na divisa de Lages com Capão Alto pela antiga BR-2. Mais tarde o corpo foi identificado como de Erick Fernando Rodrigues de Campos, 25 anos, conhecido como Pedrão da Brusque.

PERFIL DA VÍTIMA

Pedrão colecionava 68 passagens policiais, a maioria por furtos. O corpo possuía golpes de arma branca (faca ou facão) no rosto e outras escoriações. Segundo o relato da ocorrência da época, divulgada pelo portal Notícia no Ato, a DIC abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Pedrão.

Este era Pedrão, cujo corpo foi encontrado boiando nas águas do rio Caveiras, cuja possível causa da morte pode ter sido execução, inclusive com a participação de policiais militares

QUATRO PRESOS

PREVENTIVAMENTE

Menos de 90 dias após o ocorrido, o Judiciário de Lages, atendendo representação do Ministério Público, decretou a prisão preventiva de quatro suspeitos. Três deles são policiais militares. O quarteto é apontado pela autoria ou participação no crime. O enquadramento dado pelo MP inclui crimes de homicídio triplamente qualificado, pelo motivo torpe, meio cruel e surpresa, ocultação de cadáver, além de inserção de dados falsos, por parte de dois policiais.

VÍDEO E PM

A decisão judicial pela prisão preventiva decorre da necessidade de assegurar a eficácia das investigações. A investigação chegou a um suspeito, que havia gravado um vídeo da vítima assumindo a prática de furtos em sua residência. Também foi apurado que no dia 28 de junho uma viatura da PM esteve na casa, oportunidade em que gritos foram ouvidos.

CONFISSÃO

Em interrogatório, o suspeito confessou ter matado a vítima com a participação dos policiais militares. Um deles teria dado um golpe na vítima o deixando quase desacordado. Depois de arrastá-lo, iniciaram as agressões. Já sem vida, o homem foi colocado no porta-malas do carro do réu e levado até a Ponte Velha na antiga BR-2, local onde foi jogado no rio.

CONJUNTO DE PROVAS

Há provas da materialidade e autoria dos delitos extraídas de declarações de testemunhas, do sistema de videomonitoramento, reprodução simulada dos fatos, laudos periciais, interceptação telefônica, além da confissão parcial de um dos réus.

TEOR DA DECISÃO PELA 

PRISÃO PREVENTIVA

Decisão judicial diz que a liberdade dos acusados, entre eles os três policiais militares, representa perigo por conta de possíveis intimidações às testemunhas. “Nas interceptações telefônicas foram constatadas diversas conversas entre os denunciados buscando engendrar formas de livrar-se da investigação e da responsabilização criminal dela decorrente, inclusive, trocando informações sobre uma das testemunhas, dando a entender que pretendiam ceifar sua vida”.

EM TEMPO

O processo corre em segredo de justiça e, por conta disso, embora a identidade dos policiais militares sejam conhecidas, a orientação é no sentido de não torná-las públicas. Isso, pelo menos, enquanto o Judiciário não retirar a condição de segredo de justiça.

Foto: Banco de imagens portal Notícia no Ato

Conteúdo: Núcleo de Comunicação TJ/SC

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *